O Álcool – a droga que mais mata no Brasil

Atualmente entre 20 a 30 milhões de brasileiros consomem algum tipo de bebida alcoólica frequentemente. Para se ter uma ideia, a segunda droga mais consumida que é a maconha fica com 3 milhões de usuários, as drogas devastadoras como o crack, cerca de 600 mil pessoas. Com uma diferença tão grande para o segundo lugar, o álcool leva o troféu de pior droga entre os brasileiros por seu caráter legal, pois quem bebe não está infringindo a lei (a não ser que saia dirigindo depois). O Blog Homeopatia e Saúde, uma publicação da Clínica Similia – Homeopatia de qualidade em São Paulo – Região da Av. Paulista, conversou com o Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho, para entender como reconhecer quando o álcool é um problema e como sair dessa.

Quando se tem em mente os danos causados pelo consumo de drogas como cocaína e crack fica difícil acreditar que o álcool possa ser a pior droga que existe atualmente. Para o Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho, médico homeopata da Clínica Similia e presidente da AMHB (Associação Médica Homeopata Brasileira) o que leva o álcool ao topo das piores drogas é o caráter permissivo e cultural. “Temos um problema cultural quando não há uma festa sem álcool. Eu já vi relatos de pessoas que diziam que os avôs colocavam vinhos em suas mamadeiras para que adormecessem mais facilmente. A publicidade associa o prazer com o hábito do consumo da bebida alcoólica, e tudo isso de forma permissiva” relata Dr. Ariovaldo.

Como saber que é um problema?

Para Dr. Ariovaldo não existe idade segura, nem quantidade segura para o consumo, o álcool sempre é prejudicial. “Em pequenas quantidades, socialmente, são aceitos, mas vira um problema quando passa a ser consumido de maneira regular, por semanas, meses e anos. O organismo tem uma tendência a se acostumar com o que é ingerido e adquire essa necessidade de consumo, cada vez maior. O hábito vira vício”, alerta o médico.

Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho explica que quando um paciente chega no seu consultório e relata que consome todo dia uma quantidade de álcool, que seja uma taça de vinho, é possível observar que já existe uma espécie de alcoolismo, pois o hábito denota isso. “Deve-se analisar o paciente como um todo, para tentar entender a causa do alcoolismo. Há várias causas, que podem ser comportamentais como o hábito, hereditárias como o caso de adicção, ou psíquicas como depressão. É necessário uma avaliação médica completa”, explica o médico homeopata.

Como ajudar um alcoólatra?

Para o Dr. Ariovaldo o primeiro passo para ajudar, é a pessoa reconhecer que precisa de ajuda. “O primeiro e mais importante passo é que a pessoa reconheça que precisa de ajuda para livra-se desse vício, pois ela não possui mais o controle, ou seja, ela é dependente. Normalmente esse reconhecimento por parte da pessoa se dá de 3 formas. A primeira, e mais comum, é na saúde. A segunda é por conta das suas relações sociais e familiares. E a terceira forma é referente aos reflexos no trabalho”, esclarece o médico.

Quanto à saúde, a pessoa pode começar a ficar hipertensa, diabética e apresentar outros problemas graves. Paralelamente, a pessoa pode ter problemas familiares, como separações, crises nos relacionamentos, etc. E também problemas no trabalho, de concentração, baixa no rendimento, faltas devido a ressacas, inconstâncias e, por isso, encontra dificuldade em manter seu emprego. O complicado é quando a pessoa não reconhece que precisa de ajuda para controlar o vício, ela acredita que tem o domínio e que para quando quiser. Todos à sua volta percebem, mas ela não admite. Nesse caso, é importante que os familiares, as pessoas que amam esse dependente, busquem ajuda.

No Brasil existe um grupo de apoio aos familiares de alcoólatras chamado Al-Anon. Nas reuniões, que funcionam similares às do AA, os familiares trocam experiências e contam com apoio de psicólogos para superar e ajudar seu ente querido.

Tratamento homeopático

Dr. Ariovaldo explica que a homeopatia pode ajudar. “Há medicamentos homeopáticos que podem auxiliar no controle do consumo do álcool e outras drogas, mas antes de indica-los o médico deverá tentar entender a causa desse alcoolismo. Sem tratar a causa, os sintomas tendem a voltar” justifica o homeopata.


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Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho

Graduação em Medicina em 1983 pela UNIFESP – CRM/SP 47385 – RQE 11125.

Exercício profissional da medicina em clínica médica e pediátrica desde 1984.

Especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) em convênio com a AMB e CFM.

Presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB).

Presidente da Associação Paulista de Homeopatia (APH – 2002/2005 e 2005/2008).

Diretor científico do Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu em Homeopatia da Alpha-APH (www.especializacaohomeopatia.com.br).

Presidente do XXIX CONGRESSO BRASILEIRO DE HOMEOPATIA (Hotel Maksoud Plaza – São Paulo/SP – 09/2008).

Professor convidado de diversas associações e instituições nacionais e internacionais de ensino da Homeopatia, bem como, conferencista em inúmeros eventos relacionados (congressos, jornadas, cursos, seminários etc.).

Autor dos livros Repertório de Homeopatia, Repertório de Homeopatia Pediátrica, Repertório de Sintomas Homeopáticos (6ª ed.), Repertório Homeopático Digital (publicação eletrônica, 4ª ed.), Repertório de Sintomas-chave em Pediatria Homeopática e Conhecendo o Repertório e a Semiologia Homeopática. Possui também inúmeros artigos e colaborações em livros e publicações científicas.

5 Responses to O Álcool – a droga que mais mata no Brasil

  1. Jacks Grinberg Jr disse:

    Parabéns pela matéria… Abs

  2. Omar Bueno disse:

    Muito boa as informações e quando necessitamos no passado com Meu pai fomos orientados pela equipe

  3. ADILSON BARBOSA DE OLIVEIRA disse:

    Matéria muito interessante, onde mostra a realidade do mundo e hoje

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