Quem pode prescrever medicamentos homeopáticos?

Os mesmos profissionais que prescrevem os medicamentos alopáticos: médicos, dentistas e veterinários. Qualquer pessoa leiga ou de outra profissão que o fizer, estará praticando charlatanismo, exercício ilegal da medicina e propaganda enganosa, devendo ser denunciada à delegacia mais próxima, à Vigilância Sanitária, ao Procon e ao ministério público. O uso de medicamentos homeopáticos prescritos de forma inadequada, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, pode causar danos a quem os consome. E os complexos homeopáticos? São produtos que tem várias substâncias medicamentosas em seu interior e não seguem a filosofia homeopática. Ao serem indicados, servem para desviar os sintomas para outro local de menor resistência, amenizam temporariamente as queixas do paciente, causando provavelmente uma supressão. E as substâncias naturais? Toda e qualquer substância que venha a mascarar os sintomas interfere no tratamento homeopático. O uso concomitante destas substâncias cria sérios problemas de avaliação, uma vez que o médico homeopata trabalha com a linguagem dos sintomas: localização, intensidade, destino, aparecimento e desaparecimento. Cremos, pois, que várias substâncias atuando num só paciente ao mesmo tempo dificulta ou impossibilita a tarefa de diferencial qual delas foi a responsável pela melhora ou piora do quadro. Isto é verdadeiro para todas as substâncias? Com maior ou menor intensidade, sim. Por exemplo, os medicamentos alopáticos. Todo médico conhece a maioria de seus efeitos, como agem e o que esperar deles. Assim, o uso concomitante em certas doenças crônicas, tais como insuficiência cardíaca congestiva, etc., é uma necessidade e um mal menor, pois é possível prever sua influência. Alguns chás também são previsíveis. Outras substâncias, como Florais de Bach, são totalmente contra indicadas, pois atuam em níveis tais que impedem a livre expressão de sintomas muito importantes para a prescrição homeopática, além de causarem verdadeira supressão. Não é raro chegar ao consultório de homeopatas unicistas pacientes que fizeram uso de Florais por algum tempo com sintomas muito mais profundos do que aqueles que os motivaram a usá-lo. Além destes fatos, que por si só são muito graves, os Florais, pela legislação brasileira, não são considerados medicamentos, apesar de modificarem aspectos importantes da função psíquica do ser humano, o que os transforma em produtos de livre indicação. Assim, pessoas não habilitadas, tais como cabeleireiros, psicólogos, massagistas, atendentes, bacharéis em direito, etc., prescreverem estes produtos sem nenhum preparo para tal.