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Quando é a hora de ir para a escolinha?

Os três primeiros anos são a base para toda a vida do ser humano, diz a ciência. Em muitos países, só após essa idade a criança poderá começar a frequentar a “escolinha”. Entretanto, a correria do dia a dia e a ordem social muitas vezes forçam os pais a colocar seus filhos muito mais cedo. Saber quando é a hora, escolher o local ideal e como lidar com o período de adaptação é uma dúvida comum entre os país.

Nesse artigo, a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo, médica pediatra e homeopata da Clínica Similia, tira todas as dúvidas dos pais sobre o tema escolinha em entrevista exclusiva para o blog Homeopatia e Saúde. Confira!

A organização social pouco centrada na família frequentemente obriga os pais a colocarem seus filhos cada vez mais cedo nos berçários e creches. Não surpreende o aumento do número de berçários nos últimos anos, já que muitas mães às vezes não têm outra opção que não deixar seu bebê de 3 ou 5 meses em outro ambiente para trabalhar.

Para a Dra. Ana Lúcia, a hora de ir para a escolinha depende muito da dinâmica familiar. A necessidade de trabalho dos pais normalmente fala mais alto. “Pensando no bem estar emocional e físico da criança, o ideal é entrar para escola já andando e controlando o xixi e o cocô, o que se dá, em geral, a partir dos 14 meses”, diz a pediatra.
downloadA médica afirma que, ainda do ponto de vista emocional, a criança só se prepara para a socialização com pessoas e ambientes diferentes do seu lar a partir dos 3 anos. “O dia a dia em casa e com a família constituem estímulos suficiente para os bebes até 14-18 meses” e recomenda apenas, como atividade externa, a natação, por ser uma habilidade importante para a sobrevivência.

Desde que seja possível para a família, o ideal é deixar as crianças em casa (ambiente conhecido), com alguém que além de atender suas necessidades, seja de confiança. Uma pessoa zelosa, amorosa e de confiança principalmente por parte da criança”, afirma a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo

 

Escolhendo a escolinha e ajudando na adaptação

A pediatra ainda dá dica aos pais na hora de escolher a escolinha ideal. Sugerindo que usem uma planilha para anotar os pontos positivos de cada escola, Dra. Ana Lúcia elenca cinco pontos que considera crucial na hora escolher a creche para os filhos:

  1. Espaço físico: onde ficam as crianças e espaço de atividades
  2. Metodologia: a linha pedagógica da instituição
  3. Formação dos professores: pedagogos com especialização para a idade específica (pré-escola, fundamental, básico, etc)
  4. Equipe: observar o número de pessoas disponível para atender as crianças, desde a parte pedagógica até a preparação dos lanches e limpeza do local
  5. Distância da residência: quanto mais próxima da casa da família, melhor

Para a adaptação, que às vezes pode ser difícil, a pediatra recomenda que seja feita de forma gradual e baseada numa relação de confiança e vínculo. “Uma vez escolhida a escola, a criança pode ir visitar sem nenhum compromisso de lá ficar, conhecer seus espaços e principalmente as pessoas que irão lhe acompanhar no período fora de casa.”, diz ela.

Para os pais, ela completa: “nos primeiros dias, observe com quem da escolinha a criança se identificou mais e crie um vínculo harmonioso. Se possível, na porta da escolinha, a criança deve sair do colo de um dos familiares para esta pessoa em quem ela já confia”. Fala também da importância dos pais conversarem com os filhos, reforçando os pontos positivos sem, entretanto, inventar mentiras sobre.

Para finalizar, a Dra. Ana Lúcia lembra que crianças realmente precisam brincar, não somente preencher o dia com atividades para “gastar energia”. “Crianças tranquilas e calmas, vivem em famílias e lares tranquilos e calmos”, reforça.

Tags: crianças, filhos, infância, educação

 

Infância: a época de aprender sentindo

Dia 21 de março é comemorado o Dia Mundial da Infância: toques singelos e olhares inocentes podem ajudar a decifrar o fantástico mundo da linguagem dos pequenos; É importante estar atento à comunicação com seu bebê pois isso será fundamental para a escolha do encaminhamento homeopático certo

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A infância é a fase das descobertas, do crescimento ponderal e intelectual, da criação de conceitos que serão levados para a vida toda. As crianças, principalmente nos primeiros anos de vida, são seres sensitivos, ou seja: tudo que aprendem será por meio das sensações por elas vividas.

Se recebem carinho, beijos e abraços, vão aprender e distribuir essas mesmas emoções por toda vida; mas, se aprendem através de ferimentos – sejam físicos ou mentais – também serão destas mesmas formas que expressarão suas emoções, explica a Dra Ana Lucia Dias Paulo. A conexão da mãe e seu bebê estabelece um contato preciso apenas com um olhar. É a natureza do ser humano que perpassa ao longo das gerações dando sentido à vida. E é essa naturalidade que a homeopatia busca reestabelecer e manter com o organismo. Devolvendo, assim, o perfeito equilíbrio do corpo seja para adultos, ou para bebês e crianças de maneira geral.

As mulheres que usam tratamentos homeopáticos antes de serem mães tendem a, no momento que descobrem a gravidez, procurar especialistas na área para saber se é possível utilizar também os medicamentos em seus bebês. “A homeopatia procura conhecer e respeitar o organismo, seja qual for a idade que este organismo tenha no momento como uma totalidade, nunca em partes”, ressalta a Dr. Ana Lucia.

A infância compreende o período que vai do nascimento aos 12 anos de idade, seja para meninos ou meninas. Nessa fase a criança adquire conhecimento a cada dia, a cada movimento, a cada emoção. Ou seja, tudo que aprendem é assimilado através das sensações vividas.

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Nessa fase, caberá aos pais ou cuidadores, com o auxílio dos especialistas no ramo da homeopatia, identificarem os sinais e sintomas. A Dra Ana Lucia explica como se dá essa avaliação: “No atendimento às crianças pequenas, que ainda não sabem se expressar, podemos usar outros recursos para buscar o entendimento da sua totalidade, seja recorrendo ao entendimento de desenhos feitos pela própria criança, cuja explicação ela mesma dará – o adulto, até mesmo o médico, deve evitar interpretações. Podemos utilizar estórias que envolvam a criança para que ela manifeste suas emoções através dos personagens”.

Para as crianças de mais idade, quando o desenvolvimento da fala está mais aflorado, o diagnóstico é dado com maior rapidez. Tudo vai depender da comunicação entre ela e o especialista para esclarecimento dos sintomas apresentados.

“Devemos entender que crianças são crianças e não adultos pequenos, portanto eles tem entendimentos e reações próprias do seu mundo, da sua idade. Uma criança de 5 anos jamais irá entender certos problemas como um adulto o faz, principalmente por ter em sua memória de emoções e sensações vividas, bem menos informações que os adultos”, nos conta Dra. Ana Lucia.

Por isso é importante para as crianças que elas vivam esta fase com muita intensidade. E isso não significa ter muitos brinquedos e sim  ter  adultos (pais, mães, avós), dispostos  a lhes dar atenção. Através da leitura de estórias, de passeios e brincadeiras no parque e, de enormes sessões de cócegas, beijos e abraços.

Homeopatia na infância

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Mas seja para o alívio de cólicas, bastante comum em bebês, ou mesmo quadros gripais, alérgicos e em conjuntivites, o tratamento homeopático é bastante eficaz. Vale lembrar que os tratamentos homeopáticos receitados para um bebê não devem ser reutilizados por outros pacientes. Mesmo que tenham sido para a mesma patologia, os indivíduos são diferentes. Além disso, a formula é desenvolvida a partir das características físicas singulares.

A escolha entre homeopatia ou alopatia é feita pela família da criança e ambas têm resultados. Cabe a cada núcleo familiar avaliar os prós e contras de cada tratamento, que poderá acompanhá-los por toda vida.

Exercícios & Idade

VOCÊ SABE QUAL É O MELHOR EXERCÍCIO FÍSICO PARA A SUA IDADE? CONFIRA AS DICAS E EXPLICAÇÕES DE UM EDUCADOR FÍSICO E ESCOLHA A MELHOR ATIVIDADE PARA O SEU MOMENTO

Quem acha que está cedo ou que é tarde demais, está enganado: os exercícios físicos são recomendados em todas as idades. Para as crianças, as brincadeiras e a diversão já contam como exercícios; já os idosos precisam de acompanhamento contínuo e um programa eficiente para fortalecer e manter o corpo ativo e sadio. O Blog Homeopatia e Saúde conversou com o educador físico Rafael Castro e traz agora dicas sobre as melhores práticas em qualquer idade.

“A atividade física é importante para as diferentes fases do desenvolvimento infantil. Além de diminuir o risco de obesidade, estimula a coordenação motora e ajuda no desenvolvimento intelectual da criança. E na fase adulta é importante para ter saúde e bem estar”, pontua Castro. “Ela é importante para todos e não só pra quem está acima ou abaixo do peso. Com o exercício físico indicado e com acompanhamento de um profissional a pessoa pode ganhar massa magra e chegar ao peso ideal”, completa.

Crianças

CRIANÇAS + EXERCICIOS

Antes de iniciar qualquer atividade física é preciso preparar o corpo com aquecimento e alongamento. As duas ações previnem contra lesões durante a prática do exercício e são recomendadas para toda e qualquer prática.

As crianças estão em constante movimento e até os 5 ou 6 anos a realização de exercícios deve se restringir às atividade lúdicas e naturais das brincadeiras infantis – como correr, pular corda, dar cambalhota. Caso desejem praticar esportes específicos, os mais indicados são a natação, a ginástica artística, o judô e o ballet. “A natação pode ser uma escolha desde os primeiros meses, pois aproxima o bebê da sensação que tinha quando estava no útero”, pondera Castro. Ele completa: “Os esportes e as brincadeiras são suficientes. Lembrando que as atividades devem ser mais lúdicas e de movimentos simples para que a criança não perca o gosto do exercício.

Dos 6 aos 12 anos, uma boa pedida são os esportes com bola – como futebol, basquete, vôlei, handball – já que, até então, as crianças não estão com todas as funções motoras formadas. “A partir dos 6 anos, a estruturação corporal já permite que ela pegue a bola e arremesse de volta, por exemplo”, resume o educador físico.

Além disso, os esportes coletivos e as competições promovem a integração social – o que é bastante recomendado também para adolescentes. “As atividades individuais, como musculação e boxe, podem ser incluídas no cotidiano de pessoas entre 13 e 19 anos”.

Jovens

MUSCULACAO

Castro, que atua como personal trainner, lembra que a musculação e os exercícios em série com pesos não causam prejuízo para as crianças, “desde que haja avaliação individual e que a série de exercícios não sobrecarregue tendões e ossos”. O especialista lembra que, nessa faixa etária, o mais importante é oferecer atividades “que ajudam a desenvolver a coordenação motora como um todo, deixando que o adolescente escolha a que mais lhe agrada”.

Dos 20 aos 65 anos, período conhecido como “idade adulta”, é possível diversificar as opções de exercícios físicos e práticas esportivas. Entretanto, é necessário estar atento às mudanças que o corpo e o organismo apresentam em cada fase para otimizar o resultado da atividade física.  Assim, dos 20 aos 25 anos são recomendados exercícios em suspensão – que combinam roldanas e cordas fixadas ao teto para elevar o corpo, de forma a usar o próprio peso na execução dos movimentos; ginástica localizada, running, bicicleta indoor e Pilates.

Dos 26 aos 35 anos não há restrições de exercícios já que “o corpo já se desenvolveu ao máximo e ainda permite muito esforço”, segundo Castro. O personal dá uma dica: “só precisa ter muita atenção na postura, para que não tenha problemas desde cedo”, diz.

A partir dos 36 anos, mais ou menos, a preocupação com a saúde e com a estética aumentam, pois as repostas metabólicas e fisiológicas não são mais as mesmas. “As respostas ficam mais lentas e fica mais difícil emagrecer”, adverte Castro. Por  isso, a musculação é a atividade mais indicada, “pois ajuda nos resultados estéticos, nas articulações e, ainda, fortalece o corpo”, resume ele.

Adultos

ALONGAMENTO

Perto dos 45 anos começam a surgir as restrições na realização de exercícios físicos – e a presença de um “treinador” torna-se necessária. Nessa fase, que vai até os 55 anos, os exercícios aeróbicos precisam ser mais intensos do que a musculação. O período também pede atenção ao coração, que precisa ganhar mais resistência, principalmente pois existe uma tendência maior de acúmulo de peso e dificuldade de emagrecimento.

A partir dos 55, 56 anos, a atividade física torna-se uma obrigação “pela diminuição de massa óssea, problemas cardíacos, aumento da gordura corporal, pela postura que tende a piorar com o tempo, entre outros fatores”, declara Castro. Musculação, hidroginástica e caminhada são opções de exercícios para essa fase.

Idosos

IDOSOS + EXERCICIOS

A recomendação da prática de exercícios para idosos inclui outros benefícios, além do corpo saudável. Para eles, as atividades físicas aumentam a qualidade e a expectativa de vida; melhoram a disposição, a autoconfiança, a memória e a independência, entre outros fatores. “Porém, o cuidado precisa ser redobrado, pois já existem muitas limitações, as articulaçãoes e a agilidade não são mais as mesmas, a disposição é menor, o cansaço e as dores estão mais presentes”, lembra Rafael Castro.

Mas nada disso, a não ser determinadas limitações físicas, impedem o idoso de se exercitar, “pelo contrário, precisam ser um estímulo para melhorar a saúde, pois as atividades físicas diminuem o risco de diversas patologias, incapacidades, melhora a mobilidade, aumenta o nível de energia, ausência de dores, além de auxiliar na minimização das alterações biológicas do envelhecimento”, declara. Assim, as caminhadas, a hidroginástica, e a musculação – com pesos leves e sequências curtas – são os exercícios mais indicados para a “melhor idade“.

Obesos

obesidade + EXERCICIOS

Quem está acima do peso, especialmente quem já chegou à obesidade, pode seguir as recomendações de atividades físicas expostas acima. Para esses indivíduos, entretanto, a cautela é ainda mais necessária. A prática de atividades deve começar devagar, com aumento progressivo de intensidade. “Obesos não podem ter muito impacto para não lesionar joelho e tornozelo”, adverte o personal. Castro reitera que, nesses casos, o lado psicológico da pessoa precisa ser trabalhado juntamente com o físico, de forma a evitar que a pessoa desista da atividade. “Os obesos precisam ser acompanhados mais de perto para motivá-los a continuar na prática e, também, para evitar que ele se abale ou se lesione”, finaliza Castro.

Seu filho come mal?

Ofereça alimentos diferentes – como vegetais e hortaliças – com regularidade e deixe a criança se acostumar com o sabor

  seu filho come mal

Muitos pais se preocupam com a alimentação dos filho, achando que ele come mal. O ideal, como para os adultos, é que a refeição das crianças tenha carboidratos, proteínas, vegetais, hortaliças, cereais – e que o prato apresente, pelo menos, alimentos de cinco cores diferentes. Metade de tudo o que é consumido no dia deveria “vir do chão”: ou seja, brócolis, couve, cenoura, vagem, alface, maçã, banana, laranja, pera e todos os outros vegetais, horatliças e frutas devem fazer parte do cotidiano das crianças.
É preciso que os responsáveis saibam que oferecer os alimentos com regularidade é uma das formas de adaptar o paladar das crianças ao sabor desses alimentos. E que essa oferta será mais bem recebida se for feita antes dos dois anos de idade.

Como oferecer
Estudos de Universidades como a de Leeds, no Reino Unido, sugerem que cada alimento deve ser oferecido para as crianças de 5 a 10 vezes, antes que os pais aceitem, definitivamente, a recusa. E esse alimento deve ser apresentado de diversas formas, para que a criança possa identificar se, com uma outra forma de preparo, o alimento lhe parece apetitoso.

hortaliças e vegetais

A Nutricionista Gabriela Kapim, que apresenta o programa Socorro! Meu filho come mal, no GNT, dá como exemplo as cenouras: “o legume pode ser servido cru, cortado em rodelas, ralado, cozido… Se a criança não gosta da cenoura normal, você pode oferecer a baby. Da mesma maneira, os adultos podem inovar no preparo dos alimentos e das refeições. Que tal substituir a farinha de mandioca por couve flor na hora de preparar uma farofa? Já pensou em usar mandioquinha (batata baroa) para fazer chips assados, ao invés de fritos?”, sugere a especialista.

Pode esconder?
Kapim ressalta que inovar no preparo não quer dizer que você deva mascarar o alimento em meio a outro – como colocar legumes no feijão, por exemplo! – nem esconder os vegetais e hortaliças. Segundo ela, é muito mais produtivo mostrar para a criança o que ela está comendo. “Tente envolvê-la no processo. Vá ao mercado, apresente alimentos diferentes, desperte a sua curiosidade. Depois, vá para a cozinha e coloque a mão na massa”, explica.
“A criança sempre deve saber o que está comendo. Além do que, esconder é enganar a criança e ninguém gosta de ser enganado. O melhor é ser honesto e apresentar novos alimentos. É importante que a criança conheça novos sabores e o próprio paladar”, justifica a nutricionista, que comanda o programa toda terça-feira, às 21h30.

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Ao incluir os vegetais e hortaliças os pais e responsáveis asseguram uma dieta saudável e muito mais completa para as crianças. Vale lembrar que elas ficam mais relutantes em experimentar coisas novas após os dois anos de idade – mas isso não te impede de tentar! Uma alimentação desregrada, repleta de guloseimas, fast food, frituras e com ausência de vegetais, hortaliças e frutas pode levar a diversos problemas de saúde, como colesterol alto e sobrepeso – problemas cada vez mais comuns no universo infantil.

Tente outra vez!
Por isso, seja persistente! Ofereça ao(s) seu(s) filho(s) legumes, saladas, uma refeição variada e saudável. Se ele recusar, tente novamente! Mude a forma de preparo e, até mesmo, de apresentação do prato. Certamente você vai conseguir fazê-lo gostar da comida – e nunca mais terá que reclamar que o seu filho come mal!crianca comendo salada

O nascimento de um pai e de uma mãe

Em que momento um homem e uma mulher se tornam pais? Como será daqui pra frente com um bebê?

Pais de primeira viagem (ou até de segunda) costumam compartilhar algumas dúvidas: terão capacidade para cuidar do filho que vai nascer? Que cuidados devemos ter na gestação? Como será após o parto?
Pensando nisto o Blog Homeopatia e Saúde abre um espaço onde assuntos pertinentes à gestação, pré-natal e pediatria serão tratados de forma esclarecedora. Com opiniões e conselhos da Dra. Ana Lucia Dias Paulo – Pediatra Homeopata. Começaremos abordando o momento em que nasce um pai e uma mãe.

 

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O período de gestação é um periodo cheio de mudanças, principalmente para a gestante. Serve como ‘estágio’ para se preparar para o que está por vir. Tem um provérbio que diz que: “Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe (e um pai)”, mas a verdade é que isso de nascerem os pais acontece antes. Juntamente com a notícia gravidez, chegam muitas alegrias mas, também, planos, expectativas, anseios e preocupações.

Com a chegada de uma criança, seja ela gerada pela mãe e trazida pelo coração, nascem também um pai e uma mãe, que devem ter consciência de que irão desenvolver esta missão por muito tempo.
O nascimento envolve muita dedicação, doação e principalmente muito amor. Seja durante uma gestação, seja no tempo de espera pela adoção, o casal deve se envolver de amor e união para construírem juntos um lindo berço para a criança que vai chegar. Este período de espera serve para que o casal converse muito sobre os bons momentos que virão e o grande trabalho e dedicação também.

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Eles já devem saber que quando se decide ter um filho muitas coisas – na vida, no dia a dia, na rotina familiar – terão que se modificar e precisarão de força, organização e união para que construam juntos todas estas mudanças e adaptações, um fortalecendo ao outro.

Após a chegada da criança, sabemos que inicialmente o trabalho será bem intenso, com noites mal dormidas e dias muito intensos e longos e que grande parte desse trabalho, na maioria do tempo, será da mãe. E nesta hora que o recém pai entra, em amor a companheira e ao filho, mostrar sua união, buscando atender às necessidades da mãe, que também está experimentando tudo pela primeira vez. Muitas vezes esta mãe está insegura, preocupada e pode estar com medo realmente de não dar conta de tantos afazeres; nesta hora o companheiro pai também pode estar presente, transmitindo segurança, confiança, buscando auxiliar, no que puder, desde buscar um copo d´agua , acomodar a mãe para amamentar, buscando sempre ter carinho e amor. E, certamente esta fase bem trabalhosa passam com imensa rapidez que depois as lembranças só virão pelas inúmeras fotos.

Um tapinha não dói?

Como construir uma relação de respeito com seu filho e educá-lo sem precisar apelar para violência física, verbal ou psicológica. 

Bater educa? Imagem meramente ilustrativa

Bater educa? Imagem meramente ilustrativa

Foi aprovada no último dia 21 a Lei da Palmada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. A lei, que foi rebatizada de “Menino Bernardo” ainda tem que passar pelo Senado e divide opiniões. Existem pais defensores do tapinha no bumbum como forma de educar seus filhos e outros que são absolutamente contra.

Para especialistas bater no filho para conseguir com que ele te obedeça é uma armadilha ilusória de que você está no controle, mas que na verdade acarreta aspectos negativos na formação do seu filho como ser humano. A psicóloga infantil Daniela Freixo de Faria fala em seu canal no youtube que as crianças de hoje tem uma intolerância maior a falta de respeito e que viver o respeito em casa é extremamente positivo pois traz para o ambiente familiar harmonia, amor e superação de desafios.

Seu filho te respeita? E você, respeita seu filho? 

Seu filho é seu espelho: toda ação e comportamento que ele apresenta é, na verdade, reflexo de como os pais se comportam. Ensinar a respeitar vai além de conter as birras, muitas vezes, somos exemplo de falta de respeito: como nos comportamos no trânsito, como tratamos as outras pessoas, como cuidamos do meio ambiente e dos animais. Nossos filhos observam-nos o tempo todo e desta observação formam seu olhar sobre o certo e o errado.

Imagem reprodução

Imagem reprodução

Uma relação baseada em respeito mútuo, demora (até anos) para ser construída, mas ela leva para o ‘respeitar e ser respeitado’, ensina a criança a perceber quando está desrespeitando outras pessoas e ensina aos pais que as crianças são seres com sentimentos e que precisam ser respeitadas desde sempre.

E não para por ai: gritos, ameaças, humilhações e xingamentos são tão nocivos quanto bater numa criança.

Em entrevista ao portal ‘mulher’ do UOL o pediatra Moises Chencinksi explica que  “Se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar…”
Partindo dessa lógica o especialista  propõe um questionamento: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?

Educar sem bater é possível!

Você pode até achar que uma agressão leve como um tapa no bumbum não faz mal, afinal de contas, quando a criança é corrigida com um ‘tapinha’ você consegue que ela pare de fazer o que estava te incomodando.

Segundo a terapeuta Daniela Freixo, a grande verdade por trás desse tapa é que a criança só para por que tem medo e isso só fará com que os tapas e a cena se repitam.
O caminho da educação pela violência gera medo, distanciamento e mentiras. Ensina à criança, principalmente que: ela deve temer os pais e que deve resolver seus problemas com o emprego de violência.

Imagem: Reprodução do blog pensaralem

Imagem: Reprodução do blog ‘pensaralem’

Respire fundo e conte até dez

Embora pareça difícil, a missão de educar sem desrespeitar não é impossível. O melhor mesmo é contar até dez e usar o diálogo como seu aliado. Vale sair de perto e dizer à criança que só voltará a conversar com ela quando ela (e você) se acalmar.
A rede “Não bata, eduque” defende a educação positiva e dá algumas dicas do que fazer para não precisar recorrer às palmadas na hora de educar seus filhos:

1. Se acalme – Respire fundo antes de chamar a atenção de seu filho ou filha. Evite discutir os problemas enquanto estiver com raiva, porque nesses momentos podemos dizer coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que podem magoá-las tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós.

2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação – Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para encontrarem a solução juntos.

3. Seja o exemplo – É preciso que você mantenha um comportamento que possa ser seguido pela criança. Por exemplo, beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.

Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

4. Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões – Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro. Então não devemos agir assim com nossos filhos. Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. Precisamos compreender que as crianças são seres humanos como nós adultos.

5. Não deixe que a raiva ou o stress acumulados por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos – Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

6. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão – Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha a calma e um tom de voz baixo, segure as mãos enquanto conversam. Ocontato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

7. Considere as opiniões e ideias dos seus filhos – Muitas vezes as explicações sobre o ocorrido não são nem escutadas pelos pais. É importante ouvir o que as crianças têm a dizer. Tome decisões junto com eles, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorarem da próxima vez. A conversa é fundamental.

8. Valorize e elogie as atitudes positivas – Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas, fez um desenho para você, amarrou o calçado sozinha ou colocou no lugar algo que você pediu? Elogie. Todas essas pequenas coisas são frutos de um esforço da criança, e o elogio é um estímulo.

9. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem – Explique o motivo de suas decisões e ajude as crianças a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam assimilá-las.

10. “Prevenir é melhor do que remediar, sempre” – Criar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes dos conflitos. Integrá-las nas atividades do dia a dia evita que tentem chamar a atenção de outras formas.

Se precisa fazer compras e terá que levar seu filho pequeno, você pode deixá-lo ajudar nas compras, conversando com ele sobre o que está comprando. Peça para ele falar o que acha de um determinado produto. Se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

11. Peça desculpas, todos erramos – Caso tenha errado e se arrependido, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos.

12. Procure compreender a criança e saber o que esperar dela – Uma criança de um ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deve ser estimulado pelos pais e educadores. Mas é preciso paciência e, ao invés de se irritarem com a possível “lambança” que a criança irá fazer, estimule-a a se alimentar por conta própria. Plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil a limpeza do local depois da refeição.

13. Deixe as consequências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique consequências lógicas – Consequência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra.

Consequência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade.

Homeopatia na Infância

 

 

O tratamento homeopático funciona melhor com crianças. Veja por quê. 

homeopatia na infância

A homeopatia não tem contra indicação, pode-se administrar a um bebê recém-nascido, desde quando haja uma consulta médica prévia. A escolha de um pediatra homeopata muitas vezes é feita antes do filho nascer, ainda na gestação. Quanto mais cedo uma criança começa a utilizar os benefícios da homeopatia, melhor é a resposta em relação ao tratamento.

As crianças costumam responder à homeopatia, porque, de modo geral, usam menos medicamentos (embora, infelizmente, na nossa cultura atual isso esteja mudando) e também por seu organismo ainda estar em formação, por não ter sido muito manuseado e ainda não apresentar doenças crônicas.

Vantagens da homeopatia frente aos tratamentos convencionais

O uso e reconhecimento da homeopatia como medicina cresceu muito nas últimas décadas e dentro deste crescimento observamos o aumento da utilização em lactantes e crianças. Isto deve-se principalmente, ao fato de muitos pais terem reconhecido a homeopatia como segura e sem efeitos tóxicos.

Por causa dos efeitos colaterais dos medicamentos convencionais, principalmente quando são administrados aos bebês ou às crianças muito pequenas, muitos pais recorrem a  homeopatia para tratar problemas pediátricos, agudos ou crônicos, como a asma, as alergias, as cólicas, eczemas, inclusive as desordens de conduta, a otite, e a diarreia.

Como é a consulta?

A primeira consulta, como de praxe, é bem extensa e conta com uma investigação minuciosa da criança. O pediatra homeopata pode perguntar, inclusive, sobre o período gestacional, histórico familiar, temperamento, comportamento e hábitos (de sono, alimentares) da criança, entre outras coisas.  O objetivo é traçar um perfil e, a partir daí, sugerir qual o tratamento mais indicado àquela criança.

Se a auto-medicação é contra indicada na alopatia, isso reforça-se muito mais na homeopatia. É muito comum que alguns pais consultem amigos e familiares que têm filhos e que já usaram a homeopatia, para curar o que seu filho tem. Cada criança é unica, com uma realidade diferente e tem que ser avaliada diferentemente. Não se pode utilizar a mesma medicação homeopata de uma criança para outra, se por exemplo existir membros da família da criança que sejam alérgicos a determinado produto, é necessário que a homeopatia não contenha substâncias que possam provocar as mesmas reações alérgicas no bebê.

É importante ressaltar que,  muitos adultos apresentam respostas a tratamentos, às vezes mais favoráveis que crianças, portanto, nunca é tarde para procurar um profissional e iniciar um tratamento homeopático.