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Mau Comportamento Infantil

O Blog Homeopatia e Saúde, um espaço informativo da Clínica Similia Homeopatia de qualidade em São Paulo – próximo da Av. Paulista, filiada ao Dr. Ariovaldo Ribeiro e a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, traz um artigo onde a Dra. Ana Lucia Dias Paulo fala um pouco sobre o mau comportamento infantil.

Mas o que é o mau comportamento infantil?

É qualquer atitude por parte de uma criança, pessoas que têm entre 0-12 anos, fora dos padrões comportamentais estabelecidos pela sociedade onde ela vive com sua família. Isso se partir do pressuposto de que a família é fundamental na formação da psique infantil.

Por isso para abordar o assunto vamos considerar uma família baseada na estrutura familiar apontada como padrão, com um pai e uma mãe, e crianças tidas como normais. Não iremos abordar os diferentes tipos de famílias existentes nas sociedades atuais, nem tampouco crianças com alterações genéticas de qualquer natureza, pois esses fatores de caráter familiar ou genético também podem influenciar no comportamento das crianças.

É preciso lembrar também que comunidades, sociedades ou países com hábitos e costumes e, principalmente, valores éticos distintos podem ter maneiras diferentes de compreender as atitudes comportamentais infantis.

Pirraça é uma atitude mental/emocional que possui representação física, cujo entendimento depende da faixa etária na qual a criança está inserida, sendo que:

Entre 0 a 3 anos

Podem ocorrer manifestações físicas por parte da criança, perfeitamente aceitável, que pode estar dentro do esperado, uma vez que a maioria das crianças nesta fase ainda não tem total domínio da fala, não tem vocabulário, conteúdo e conhecimento emocional para entender suas emoções ou sensações.

Nessa faixa etária as crianças são egocêntricas, ou seja, se sentem o “centro”, em alguns casos são mesmo, pois são filhos, netos ou até mesmo a única criança da família rodeada de muitos adultos, por isso são e se sentem únicos, assim como o centro daquele pequeno universo que é a sua família.

Acredito que por causa desse contexto algumas crianças fazem a chamada pirraça – reação física que pode ser se jogar no chão, bater com a cabeça na parede ou piso, bater nos adultos ou jogar objetos longe – com o objetivo de atrair a atenção dos adultos próximos ou responsáveis.

Uma vez que por causa da pouca idade não têm domínio da linguagem falada, mas possuem domínio absoluto da linguagem corporal, além de, provavelmente, se sentir desatendido.

Este é o ponto crucial deste assunto à falta de atenção que a criança possa sentir, e que poderá ser momentânea ou permanente, e não conseguem expressar de outra maneira.

Mas estas atitudes nessa fase precisam ser totalmente compreendidas, consideradas dentro de sua normalidade, quando não são demasiadamente intensas e nem coloquem em risco a integridade física da própria criança ou dos envolvidos na questão.

Porém o compreender pode ser diferente do entender, sendo que um pode depender do outro. O primeiro pode significar considerar o sentimento que aquela atitude física quer demonstrar. Que fique claro que as vontades das crianças não precisam ser satisfeitas no mesmo momento, pois devemos lembrar que “dizer não também é um ato de amor”.

E considerando que a criança é um indivíduo em construção e está se desenvolvendo, será através destas vivências emocionais que ele poderá se tornar um adulto equilibrado. Os limites devem ser colocados claramente e sempre com a verdade.

 

Por que estudar faz bem à saúde mental?

Um estudo revela que pessoas que estudam mais tende a ser mais felizes e têm uma maior expectativa de vida.

A relação entre educação e os benefícios sociais vem sendo reconhecida há muito tempo, ainda na Grécia Antiga quando Aristóteles e Platão ressaltaram a importância do estudo para o bem-estar social. Assim pesquisas recentes vêm revelando que a educação não só abrem as portas para o mercado de trabalho como ajuda a melhorar a saúde, a promover a cidadania e a diminuir a violência.

Pessoas que estudaram mais são mais felizes porque alcançam maior satisfação em diferentes aspectos da vida. Sendo que essa satisfação é 18% maior em concluiu o ensino superior em comparação aos indivíduos que não concluíram o ensino médio.

Os dados mostraram também que a expectativa de vida está fortemente ligada à educação, pois um indivíduo de 30 anos com ensino superior pode viver 8 anos a mais que um que não completou a educação básica.

Pessoas com maior nível de escolaridade se mostraram mais engajadas socialmente, participando ativamente do processo eleitoral, voluntariado e na vida política, além de serem mais autoconfiantes.

A educação desempenha um papel importante no crescimento econômico, já que a inovação e o conhecimento ajudam na melhoria dos padrões de vida, incentivando a economia e influenciado nas políticas públicas.

Pessoas com maior nível de educação são mais preocupadas com a própria saúde, assim reduzem o tabagismo, praticam atividades físicas regularmente e diminuem o consumo de bebidas alcoólicas, bem como evitam o consumo de drogas.

Além de melhorar a renda estudar desenvolve as habilidades dos indivíduos, reduz os números da violência e aumenta a participação na sociedade. Ao reconhecer o poder da educação as autoridades precisam criar políticas que contemplem um maior acesso a educação de qualidade.

O Blog Homeopatia e Saúde, um espaço informativo da Clínica Similia Homeopatia de qualidade em São Paulo – próximo da Av. Paulista, filiada ao Dr. Ariovaldo Ribeiro e a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, matéria completa no link: https://goo.gl/uFV4zd

 

TAGS: Estudo, Sociedade, Educação, Políticas públicas

Reconheça o gênio forte de seu filho

O Blog Homeopatia e Saúde, uma publicação vinculada à Clínica Similia e aos doutores Ariovaldo Ribeiro Filho e Ana Lucia Dias Paulo selecionou um texto para mamães, papais e responsáveis que querem saber se aquela marra da criança é birra ou é personalidade forte.

O texto, publicado originalmente do portal “Mamãe Plugada” apresenta 10 sinais para reconhecer se a criança tem o “gênio forte”. Ainda explica porque isso é bom.

Para a autora, a personalidade de crianças argumentativas, exploradoras, convincentes, autônomas são associadas de forma errônea a “difíceis, “cabeça dura” ou ainda “gênio forte”. Mas cabe ao responsável saber enxergar que ninguém é igual a ninguém, e respeitar a personalidade da criança.

 

Conheça os sinais pare reconhecer o gênio forte da criança:

1 – Eles querer aprender sozinhos: Crianças fortes tem bastante autonomia. Brincam bem sozinhos (claro que não o dia todo) e gostam de testar e explorar as coisas, aprendendo através delas. Mas nem tudo é autorizado, né?

2 – Eles têm opinião sobre tudo: Eles querem opinar sobre a roupa que irão vestir, o corte de cabelo que irá fazer, o laço que irá para o cabelo.

3 – Eles esgotam os argumentos: São determinados e expressam isso muito bem em palavras, na intenção de te convencer.

 

Conheça os outros 7 sinais de gênio forte da criança e leia o texto original na íntegra. AQUI.

Quando é a hora de ir para a escolinha?

Os três primeiros anos são a base para toda a vida do ser humano, diz a ciência. Em muitos países, só após essa idade a criança poderá começar a frequentar a “escolinha”. Entretanto, a correria do dia a dia e a ordem social muitas vezes forçam os pais a colocar seus filhos muito mais cedo. Saber quando é a hora, escolher o local ideal e como lidar com o período de adaptação é uma dúvida comum entre os país.

Nesse artigo, a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo, médica pediatra e homeopata da Clínica Similia, tira todas as dúvidas dos pais sobre o tema escolinha em entrevista exclusiva para o blog Homeopatia e Saúde. Confira!

A organização social pouco centrada na família frequentemente obriga os pais a colocarem seus filhos cada vez mais cedo nos berçários e creches. Não surpreende o aumento do número de berçários nos últimos anos, já que muitas mães às vezes não têm outra opção que não deixar seu bebê de 3 ou 5 meses em outro ambiente para trabalhar.

Para a Dra. Ana Lúcia, a hora de ir para a escolinha depende muito da dinâmica familiar. A necessidade de trabalho dos pais normalmente fala mais alto. “Pensando no bem estar emocional e físico da criança, o ideal é entrar para escola já andando e controlando o xixi e o cocô, o que se dá, em geral, a partir dos 14 meses”, diz a pediatra.
downloadA médica afirma que, ainda do ponto de vista emocional, a criança só se prepara para a socialização com pessoas e ambientes diferentes do seu lar a partir dos 3 anos. “O dia a dia em casa e com a família constituem estímulos suficiente para os bebes até 14-18 meses” e recomenda apenas, como atividade externa, a natação, por ser uma habilidade importante para a sobrevivência.

Desde que seja possível para a família, o ideal é deixar as crianças em casa (ambiente conhecido), com alguém que além de atender suas necessidades, seja de confiança. Uma pessoa zelosa, amorosa e de confiança principalmente por parte da criança”, afirma a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo

 

Escolhendo a escolinha e ajudando na adaptação

A pediatra ainda dá dica aos pais na hora de escolher a escolinha ideal. Sugerindo que usem uma planilha para anotar os pontos positivos de cada escola, Dra. Ana Lúcia elenca cinco pontos que considera crucial na hora escolher a creche para os filhos:

  1. Espaço físico: onde ficam as crianças e espaço de atividades
  2. Metodologia: a linha pedagógica da instituição
  3. Formação dos professores: pedagogos com especialização para a idade específica (pré-escola, fundamental, básico, etc)
  4. Equipe: observar o número de pessoas disponível para atender as crianças, desde a parte pedagógica até a preparação dos lanches e limpeza do local
  5. Distância da residência: quanto mais próxima da casa da família, melhor

Para a adaptação, que às vezes pode ser difícil, a pediatra recomenda que seja feita de forma gradual e baseada numa relação de confiança e vínculo. “Uma vez escolhida a escola, a criança pode ir visitar sem nenhum compromisso de lá ficar, conhecer seus espaços e principalmente as pessoas que irão lhe acompanhar no período fora de casa.”, diz ela.

Para os pais, ela completa: “nos primeiros dias, observe com quem da escolinha a criança se identificou mais e crie um vínculo harmonioso. Se possível, na porta da escolinha, a criança deve sair do colo de um dos familiares para esta pessoa em quem ela já confia”. Fala também da importância dos pais conversarem com os filhos, reforçando os pontos positivos sem, entretanto, inventar mentiras sobre.

Para finalizar, a Dra. Ana Lúcia lembra que crianças realmente precisam brincar, não somente preencher o dia com atividades para “gastar energia”. “Crianças tranquilas e calmas, vivem em famílias e lares tranquilos e calmos”, reforça.

Tags: crianças, filhos, infância, educação

 

Como filtrar os exemplos para as crianças?

avos1Família é a base de toda criança. E todo mundo que convive com ela vai ajudar na formação da personalidade, caráter, crenças, gostos e diretrizes. O Blog Homeopatia e Saúde, vinculado à Clínica Similia – Homeopatia em São Paulo, na região da avenida Paulista, conversou com a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, homeopata e pediatra, para entender como filtrar os diversos exemplos e estímulos que seu filho vai ter para seguir.

Crianças aprendem por exemplos. Não basta falarmos “não faça” se fizermos. O ditado “faça como eu falo e não faça como eu faço” não funciona para crianças, pois elas irão imitar tudo que fizermos. Por isso filhos de pais que fumam tendem a fumar, filhos de pais que bebem, tendem a beber, e assim por diante. Mas e quanto aos exemplos que não controlamos?

Crianças vão conviver e aprender com muitos estímulos de pessoas diferentes, desde a família, pai, mãe, irmão, passando pelos parentes mais próximos, como avôs e tios, pessoas que frequentam a casa dos pais ou responsáveis, até colegas de escola, professores, possíveis empregados que possam ter. E por ai vai uma infinidade de exemplos para os pequenos. E a dúvida vem: como filtrar o que o filho aprende?

Para a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, as crianças são como imitadores, repetindo os gestos, atitudes, falas, etc. dos adultos. Ela explica que mesmo quando algum exemplos familiar não seja o mais adequado, a convivência com a família é importante. “Aconselho os responsáveis e os adultos em geral que convivam com a criança. Explico que o mais importante é ter bom, quando não há consenso sobre um tema. O importante é encontrarem um caminho do que é bom ou não fazer na frente da criança”, explica Dra. Ana Lucia Dias Paulo, pediatra e homeopata.

download (2)A maior confusão que existe na cabeça das crianças é principalmente em relação aos avôs. Os pais muitas vezes necessitam da ajuda dos avôs para a criação e nesse ponto pode haver uma divergência em relação à criança. Dra. Ana Lucia explica que os avôs já foram pais, e que muitas vezes, pela experiência que eles possuem, vale a pena ouvir o que eles têm a falar, antes de negar esse aprendizado. “Mesmo o mundo tendo mudado, tecnologias sido criadas, os avôs têm muita experiência, pois já foram pais, então acolha com carinho e amor o que eles têm para ensinar e, se chegar à conclusão que quer educar seu filho diferente, tente explicar para os avôs o motivo”, recomenda Dra. Ana Lucia Dias Paulo.

Dra. Ana Lucia ressalta que quando os pais precisam confiar em alguém a educação dos filhos, sejam avôs, babás ou educadores, no caso de escolinha, eles precisam também entender que esses filhos terão outros exemplos. “Precisa haver um vínculo de confiança com os cuidadores, pois a criança não pode sofrer com falta de confiança dos pais. Claro que quando há sinais de maltrato, ou algo preocupante, os pais devem investigar, mas no geral, os pais precisam confiar que o melhor está sendo feito”, instrui Dra. Ana.

Para tudo na vida indicamos o bom senso e o amor. Cada família tem uma situação econômica, uma composição familiar, uma realidade, mas quando há amor na equação, a solução chega. As mulheres que estão na faixa dos 30 e poucos, que são mães hoje, provavelmente conviveram muito com os avôs, pois naquela época era comum as avós cuidarem dos netos para os filhos, noras e genros trabalharem. Hoje ainda há muita avó que toma conta dos netos, assim como tem famílias que preferem colocar na escolinha, ou ainda contratar alguém para tomar conta. Toda composição familiar que lida com amor e respeito mútuo e pela criança, gera bons exemplos para as crianças.

Superproteção na infância cria adultos inseguros

Ser responsável pela educação de uma criança não é tarefa fácil, principalmente porque pequenas ações no dia a dia podem refletir de uma forma inesperada no futuro do filho. Se você tem atitudes como arrumar a bagunça da criança após as brincadeiras, prometer um presente caso o pequeno tome um remédio, entre outros comportamentos, saiba que você pode estar contribuindo para a deseducação do jovem. Profissionais comentam que quando a vida dos filhos é muito facilitada pelos pais, o desenvolvimento e o aprendizado na resolução dos próprios problemas ocorre de forma tardia.

Pesquisa

Uma publicação do Journal of Children and Family Studies, reuniu artigos de diversas partes do mundo que apontam para um fator comum: pais que assumem a resolução dos problemas dos filhos contribuem para que estes cresçam inseguros. A consequência é que esse tipo de criança adota um comportamento impulsivo, tornando-se um adulto imaturo, egoísta e avesso às responsabilidades. Ao assumir o controle de suas ações, esses jovens crescem sem a autoconfiança necessária para atuar em diversas situações.

Saiba mais

Pensando em melhor orientar os leitores sobre este assunto relacionado a educação dos mais jovens, o blog Homeopatia e Saúde, vinculado à Clínica Simília, do Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho e a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, levantou um material que aborda diversos estudos a respeito dessa abordagem. Para verificar a reportagem mais aprofundada sobre este tema, confira o link clicando aqui.

É possível driblar os desafios da maternidade em tempos atuais

ser mulherTraumas vivenciados durante a infância podem refletir no desenvolvimento de algum aspecto da vida adulta deste indivíduo que sofreu essa situação. Era isso que o criador da psicanálise Sigmund Freud defendia com a descoberta do inconsciente. O que isso poderia influenciar, então, no processo da educação dos filhos e da maternidade? Essa afirmação gerou certo receio e ansiedade nas mães. Até porque a presença materna influencia muito nessa etapa de vida do pequeno, que absorve a voz, expressão do rosto, gestos e movimentos mais sutis, entre outros aspectos que configuram cerca de 80% dessa comunicação inicial.

Esse vínculo materno construído inicialmente deve ser rompido em algum momento para que a criança, então, perceba que há um mundo no entorno dela e que é possível buscar outros laços afetivos além da genitora. Entender todo esse processo influencia muito em ser mãe atualmente, porque toda atitude é pensada levando em consideração a consequência futura. Nesse caso, se a mãe for muito protetora com o filho, vai reforçar a ideia de um apego excessivo. Por outro lado, o pouco contato vai refletir também em problemas na vida do pequeno.

A missão da maternidade moderna é justamente buscar um equilíbrio entre as formas de relação e os vários campos de atuação, como trabalho e também maternidade. Esse é um processo contínuo, demorado, mas que pode contribuir imensamente para a vida de um adulto pleno, feliz e saudável. Buscando auxiliar o leitor com informações pertinentes a este assunto o blog Homeopatia e Saúde, vinculado à Clínica Similia, do Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho e também a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, que é pediatra e homeopata, apresenta aqui dados relevantes sobre o tema.

Mudanças

k19229617Em um momento da vida chegamos a refletir: como é que nossas avós e bisavós davam conta de criar tantos filhos? Não raro eram cinco, dez proles em uma casa. Atualmente, segundo um levantamento do IBGE, o número de filhos por família é de 1,6. Muitas mudanças ocorreram ao longo dos anos e as dificuldades também parecem ser outras, até mais complicadas, porque a vida moderna impõe que a mulher concilie a vida profissional – que antigamente era restrita ao lar – o trabalho doméstico, o relacionamento com o cônjuge e a responsabilidade adicional de criar o filho.

O impacto dessa transformação pode ser ainda maior se a gravidez não foi planejada, o que ocasiona uma verdadeira mudança brusca no comportamento e também padrão de vida da mulher – por isso se faz tão importante ter o apoio incondicional da família nesse momento. Ter um bebê a caminho é a certeza de que tudo o que foi trilhado até então terá de ser readaptado para a nova realidade.

Em contraponto, quando a gravidez é algo planejado entre o casal, pode gerar mais felicidade que desespero como a situação anteriormente descrita em um primeiro momento pode causar. A preparação já foi computada e as mudanças são menos bruscas, porque os pais já estavam se preparando para este momento.

Necessidade

Chegar a esse equilíbrio pode ser muito difícil, até porque não sabemos qual é o limite ideal de atenção dispensada ao filho, não é mesmo? Criar outro ser humano, sendo responsável por sua educação e desenvolvimento, é de uma responsabilidade tremenda, principalmente porque não há fórmula mágica ou um manual de instruções que nos auxiliem nessa missão. A tarefa dos pais é descobrir, no dia a dia, o melhor caminho para criar seus filhos. Para as mães existe um processo mais complicado em relação a isso porque o vínculo é construído desde a gestação, uma vez que ela carrega no ventre a criança por nove meses. Posteriormente, os pais também constituem vínculos mais fortalecidos.

Nesse ponto, embora a criança seja dependente de outras pessoas para sobreviver, é importante que ela desenvolva certa independência. Nesse ponto, são as pequenas dificuldades ou traumas e frustrações que vão contribuir com esse crescimento. Causar esse tipo de desconforto no pequeno, de não atender a todas as solicitações, é um caminho inclusive saudável para o próprio desenvolvimento e senso de liberdade dele.

Conciliação

Trabalhar fora é completamente normal hoje em dia para as mulheres, e é importante se preparar para o final da licença maternidade, quando as diversas atividades desempenhadas começam a voltar para o lugar. Não se culpe por ter de deixar a criança aos cuidados de outras pessoas ou não tente compensar sua ausência em decorrência do trabalho com presentes em excesso ou muita liberdade para que o filho faça o que bem entender. Há outras formas de conciliar esses aspectos da vida sem prejudicar o desenvolvimento dos pequenos, sem deixar de lado os dois sonhos, de ser uma profissional bem-sucedida e mãe. Qualidade do contato com os filhos é mais importante do que quantidade.

Autoestima – a construção começa na infância

Na difícil tarefa de criar os filhos muitos pais, mesmo sem querer, acabam destruindo a autoestima do filho, tornando-o sério candidato à baixa autoestima na vida adulta 

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Criar um filho exige muito mais que alimentação, roupas e presentes. O adulto que queremos que nosso filho seja um dia começa a ser moldado na infância, e, sim somos diretamente responsáveis pelo tipo de pessoa que nosso filho irá se tornar.

Chamamos de autoestima o sentimento de valor que uma pessoa tem sobre si mesma. Na missão de moldar essa confiança nos filhos, alguns pais escorregam e, por vezes sem querer, conseguem reproduzir o efeito contrário e criar uma criança que crescerá achando que é incapaz, com tendência a se desprestigiar.

Você está fazendo isso certo?
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Não existe fórmula mágica para se criar uma criança, mas é sabido que alguns ‘ingredientes’ não podem faltar: afeto, atenção, liberdade e sinceridade são muito mais importantes na construção do caráter do que coisas materiais. As crianças são muito sensíveis e, qualquer sinal de desequilíbrio vindo dos pais, faz com que ela perca o controle também.

A construção desde cedo da autoestima contribui para o desenvolvimento de uma criança mais tranquila, que lida melhor com frustrações, com maior capacidade de aprendizado e criatividade extrema. Na vida adulta, isso reflete em pessoas independentes, determinadas e seguras. Do contrário, a baixa autoestima apresenta indivíduos que sofrem por terem medo de errar, sem coragem de ousar por estarem presas a modelos sociais.

Mas, nem tudo são flores. Como colaborar para a formação positiva da autoestima de nossos filhos?

Devemos lembrar que as crianças são reflexo dos pais. Então, trabalhar a própria autoestima e buscar o equilíbrio e a aceitação sobre si próprio é, efetivamente, a principal atitude a ser tomada.

Muitas vezes, na hora da raiva, acabamos dizendo coisas duras demais para os pequenos que são muito sensíveis. Tomar cuidado redobrado com o que dizemos aos nossos filhos, evitam os traumas que em alguns casos, são irreversíveis.

Por outro lado, os elogios sinceros – e seu filho sabe quais são de verdade – são o maior incentivador da autoestima que uma criança pode ter.

A regra é simples: meça muito bem as palavras e sempre que merecido, elogie!

Cala a boca já morreu!

A melhor maneira de preservar seu filho é mantê-lo longe dos seus problemas de adulto e desenvolver com ele uma relação de confiança e respeito. O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, listou no portal UOL 10 coisas que os pais jamais devem dizer às crianças. A lista,você confere aqui.

 

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Enalteça as qualidades de seu filho, o prêmio vem à longo prazo mas seu valor é imensurável!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um tapinha não dói?

Como construir uma relação de respeito com seu filho e educá-lo sem precisar apelar para violência física, verbal ou psicológica. 

Bater educa? Imagem meramente ilustrativa

Bater educa? Imagem meramente ilustrativa

Foi aprovada no último dia 21 a Lei da Palmada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. A lei, que foi rebatizada de “Menino Bernardo” ainda tem que passar pelo Senado e divide opiniões. Existem pais defensores do tapinha no bumbum como forma de educar seus filhos e outros que são absolutamente contra.

Para especialistas bater no filho para conseguir com que ele te obedeça é uma armadilha ilusória de que você está no controle, mas que na verdade acarreta aspectos negativos na formação do seu filho como ser humano. A psicóloga infantil Daniela Freixo de Faria fala em seu canal no youtube que as crianças de hoje tem uma intolerância maior a falta de respeito e que viver o respeito em casa é extremamente positivo pois traz para o ambiente familiar harmonia, amor e superação de desafios.

Seu filho te respeita? E você, respeita seu filho? 

Seu filho é seu espelho: toda ação e comportamento que ele apresenta é, na verdade, reflexo de como os pais se comportam. Ensinar a respeitar vai além de conter as birras, muitas vezes, somos exemplo de falta de respeito: como nos comportamos no trânsito, como tratamos as outras pessoas, como cuidamos do meio ambiente e dos animais. Nossos filhos observam-nos o tempo todo e desta observação formam seu olhar sobre o certo e o errado.

Imagem reprodução

Imagem reprodução

Uma relação baseada em respeito mútuo, demora (até anos) para ser construída, mas ela leva para o ‘respeitar e ser respeitado’, ensina a criança a perceber quando está desrespeitando outras pessoas e ensina aos pais que as crianças são seres com sentimentos e que precisam ser respeitadas desde sempre.

E não para por ai: gritos, ameaças, humilhações e xingamentos são tão nocivos quanto bater numa criança.

Em entrevista ao portal ‘mulher’ do UOL o pediatra Moises Chencinksi explica que  “Se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar…”
Partindo dessa lógica o especialista  propõe um questionamento: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?

Educar sem bater é possível!

Você pode até achar que uma agressão leve como um tapa no bumbum não faz mal, afinal de contas, quando a criança é corrigida com um ‘tapinha’ você consegue que ela pare de fazer o que estava te incomodando.

Segundo a terapeuta Daniela Freixo, a grande verdade por trás desse tapa é que a criança só para por que tem medo e isso só fará com que os tapas e a cena se repitam.
O caminho da educação pela violência gera medo, distanciamento e mentiras. Ensina à criança, principalmente que: ela deve temer os pais e que deve resolver seus problemas com o emprego de violência.

Imagem: Reprodução do blog pensaralem

Imagem: Reprodução do blog ‘pensaralem’

Respire fundo e conte até dez

Embora pareça difícil, a missão de educar sem desrespeitar não é impossível. O melhor mesmo é contar até dez e usar o diálogo como seu aliado. Vale sair de perto e dizer à criança que só voltará a conversar com ela quando ela (e você) se acalmar.
A rede “Não bata, eduque” defende a educação positiva e dá algumas dicas do que fazer para não precisar recorrer às palmadas na hora de educar seus filhos:

1. Se acalme – Respire fundo antes de chamar a atenção de seu filho ou filha. Evite discutir os problemas enquanto estiver com raiva, porque nesses momentos podemos dizer coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que podem magoá-las tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós.

2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação – Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para encontrarem a solução juntos.

3. Seja o exemplo – É preciso que você mantenha um comportamento que possa ser seguido pela criança. Por exemplo, beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.

Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

4. Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões – Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro. Então não devemos agir assim com nossos filhos. Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. Precisamos compreender que as crianças são seres humanos como nós adultos.

5. Não deixe que a raiva ou o stress acumulados por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos – Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

6. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão – Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha a calma e um tom de voz baixo, segure as mãos enquanto conversam. Ocontato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

7. Considere as opiniões e ideias dos seus filhos – Muitas vezes as explicações sobre o ocorrido não são nem escutadas pelos pais. É importante ouvir o que as crianças têm a dizer. Tome decisões junto com eles, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorarem da próxima vez. A conversa é fundamental.

8. Valorize e elogie as atitudes positivas – Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas, fez um desenho para você, amarrou o calçado sozinha ou colocou no lugar algo que você pediu? Elogie. Todas essas pequenas coisas são frutos de um esforço da criança, e o elogio é um estímulo.

9. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem – Explique o motivo de suas decisões e ajude as crianças a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam assimilá-las.

10. “Prevenir é melhor do que remediar, sempre” – Criar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes dos conflitos. Integrá-las nas atividades do dia a dia evita que tentem chamar a atenção de outras formas.

Se precisa fazer compras e terá que levar seu filho pequeno, você pode deixá-lo ajudar nas compras, conversando com ele sobre o que está comprando. Peça para ele falar o que acha de um determinado produto. Se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

11. Peça desculpas, todos erramos – Caso tenha errado e se arrependido, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos.

12. Procure compreender a criança e saber o que esperar dela – Uma criança de um ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deve ser estimulado pelos pais e educadores. Mas é preciso paciência e, ao invés de se irritarem com a possível “lambança” que a criança irá fazer, estimule-a a se alimentar por conta própria. Plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil a limpeza do local depois da refeição.

13. Deixe as consequências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique consequências lógicas – Consequência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra.

Consequência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade.