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O desmame precoce

Quando uma criança vem ao mundo a vida dos pais se transforma de uma maneira muito especial. Amamentar é um momento de interação entre a mãe e o seu bebê, esse simples gesto é capaz de criar vínculos entre mãe e filho. Entretanto, amamentar não é tão simples quanto parece. É preciso muita orientação a fim de evitar o desmame precoce da criança.

A amamentação é muito importante nos primeiros 6 meses de vida do bebê, sendo que a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda somente o leite materno durante esse período, e essa amamentação precisa continuar, de maneira complementar, até os 2 anos de idade.

O Blog Homeopatia e Saúde, que é um espaço informativo da Clínica Similia Homeopatia de qualidade em São Paulo – próximo da Av. Paulista, filiada ao Dr. Ariovaldo Ribeiro e a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, entende a importância do aleitamento materno e por isso traz algumas dicas para evitar o desmame precoce do bebê.

Mastite

Popularmente conhecido como empedramento de leite, é uma inflamação da glândula mamária provocada pelo excesso de leite. Para evitar a inflamação retire o excedente de leite após cada mamada, em seguida realize compressas frias para aliviar o incomodo.

Parto antes da hora

Em alguns casos de cesarianas programadas o leite pode demorar a surgir, o que preocupa muitas mães. Isso acontece porque durante o processo de parto natural o corpo se prepara para a produção do leite, mas esse processo não ocorre em partos cirúrgicos. Porém, as mães não precisam ficar preocupadas, pois assim que o bebê começar a sugar o seio o hipotálamo, glândula que fica no cérebro, vai começar a produzir a prolactina, e consequentemente o leite começa a surgir.

Pega incorreta

Para o sucesso da amamentação o bebê precisa estar na posição correta. Senão haverá problemas de fissura nos seios e no estímulo da produção do leite. É sempre bom contar com a ajuda de um profissional neste momento, mas na falta de um mantenha o bebê com o corpo voltado para a mãe, barriga com barriga, a cabeça precisa estar acima do bumbum, na altura dos seios. Os lábios do bebê precisam abocanhar o máximo que puder da aréola.

Matéria completa no link: https://goo.gl/yoZr1Z

 

TAGS: Desmame, amamentação, Bebês, Pais, Filhos, Crianças

Amamentação não é só fome: entenda!

O leite materno é o alimento mais importante para o bebê e deve ser sua fonte exclusiva de alimentação até o sexto mês de vida, conforme a Organização Mundial de Saúde. Mas se você está preocupada se seu bebê está mamando demais, saiba que o leite materno não é só alimento. Amamentar é muito além da fome!

Confira esse artigo especial que o Blog Homeopatia e Saúde, uma publicação da Clínica Similia – Homeopatia de qualidade em São Paulo – Região da Av. Paulista, vinculada ao Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho e a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, selecionou para as mamães!

Além de saciar a fome, o leite também acaba com a sede. O leite materno tem diferentes estágios durante a mamada e a primeira fase é mais aquosa. Muitas vezes o bebê pode pedir peito não por sentir fome, mas sim sede.

Outro motivo é o sono. A sucção, o calor emitido pelo contato pele a pele e o ritmo da batida do coração da mãe ajudam o bebê a se acalmar e adormecer. São condições que remetem ao longo tempo que ele esteve no útero da mãe: calor, batidas do coração, sensação de segurança e aconchego.

A mamada é um momento de vínculo muito especial entre a mãe e o bebê e é, além de alimento para o corpo, um alimento emocional muito importante para o desenvolvimento da criança. Outros motivos para o bebê pedir peito são:

  • Saudades da mãe/útero
  • Sentir-se sozinho
  • Sentir-se com medo
  • Sentir-se inseguro

Para saber mais sobre a amamentação, leia na íntegra: https://goo.gl/XriShJ

Tags: amamentação, leite materno, homeopatia e saúde, maternidade

 

Mitos e Verdades Sobre Amamentação

Apesar de já ter sido tratado aqui no Blog Homeopatia e Saúde, a polemica causada pelo depoimento da jornalista Fernanda Gentil trouxe à tona o assunto novamente. O Blog Homeopatia e Saúde desvenda os mitos, verdades e tabus sobre amamentação.

A amamentação é recomendada para bebês de até 2 anos de idade e como alimentação exclusiva até os 6 meses de vida, isso não é segredo para ninguém. Mas o que é “leite secar”, “bico invertido”, “não descer o leite”? Essas e outras informações que ouvimos sendo passadas de mãe para filha e muitas vezes por falta de informação acatamos como verdade.

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Leite secar ou não descer

 

O processo da lactação é um esquema neuroendócrino, que se inicia logo após o parto, com a retirada da placenta. Segundo a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, os hormônios da gestação se normalizam e iniciam os da lactação, e o colostro começa a ser substituído por um liquido intermediário entre ele e o leite, em torno do segundo e terceiro dia pós-parto o leite já começa a descer.

“É necessário a sucção dos mamilos pelo bebê como estimulo para que o leite desça. Desta maneira quanto mais cedo ocorrer está interação, mais cedo o leite descerá. Algumas escolas de obstetrícia orientam que o recém-nascido seja levado ao seio materno para as primeiras sucções, ainda na sala de parto logo após o corte do cordão umbilical”, explica a pediatra.

Diante disso, “secar o leite” pode ter causas neuroendócrinas, pois garantidamente seguindo os passos da natureza tudo é resolvido.

O que fazer para evitar que o leite seque, ou não desça:

Mesmo com todo trabalho que um recém-nascido significa, a nova mamãe deve tomar algumas precauções para estimular a lactação:

– Repouso adequado: sabemos que os bebes acordam várias vezes a noite, assim a mamãe deve procurar repor este sono durante o dia, nos momentos em que o bebe também dorme.

– Ingerir líquidos: água é essencial para quem está amamentando. Ela se transforma em leite quase que imediatamente.

– Rodizio de mamas: para Dra. Ana Lucia, as duas mamas devem ser oferecidas em cada mamada. “Dessa forma a mãe estará promovendo um estímulo bilateral da lactação”, explica a especialista.

– Alimentação: A mãe deve se alimentar adequadamente, com rotina e tempo adequados, dando preferência a alimentos de maior valor biológico (frutas, verduras e cereais).

– Rotina: Importante procurar seguir uma rotina de mamadas, de início com livre demanda, o bebe mama quando quer, e a partir do segundo mês de vida, a mãe poderá colocá-lo numa rotina de horário que atenda a ambos.

aleitamento

Os primeiros meses são trabalhosos, pois é adaptação mãe-filho, filho-mãe, e por falta de experiência de ambos pode ser um tanto estressante, mas com amor e paciência tudo se ajusta. Vale sempre lembrar que amamentar dá trabalho, e se é realmente o objetivo da mãe ela deve procurar evitar qualquer introdução de fórmulas ou o uso de mamadeiras e outros bicos, que podem confundir o reflexo de sucção do recém-nascido.

“Por vezes, quando estas orientações não são seguidas, sejam por motivos físicos ou até emocionais, o leite pode ir diminuindo até o momento de secar totalmente. Mas uma mãe atenta e assistida por um pediatra, ou até mesmo pelo obstetra que a acompanha, podem reverter esta situação e manter a amamentação ao seio materno exclusiva”, explica Dra. Ana Lucia.

Mamilo invertido

mamilo

O mamilo corresponde à maior proeminência na aréola, e tem importância fundamental na vida da mulher. Seja funcionalmente, permitindo a amamentação, ou sexualmente, com rica sensibilidade e relação com a autoestima e bem-estar.

O mamilo invertido é definido como uma retração no bico do peito, para dentro da mama. Tem como causa principal uma má formação congênita, isto é, uma fraqueza nos ligamentos que sustentam a papila e sem caráter hereditário. Embora mais raras, também podem existir as causas adquiridas nos processos inflamatórios (frequente em diabéticos e tabagistas) e o temido câncer de mama.

Mas tem cura. A mamãe que pretende engravidar deve observar isso antes da gravidez, pois o médico pode indicar algumas opções, até cirurgia para corrigir.

Maiores dificuldades para amamentar

Para Dra. Ana Lucia alguns fatores são negativos para a amamentação:

Ansiedade: “A insegurança da mãe pode servir como fator inibidor, por isso a futura mãe deve procurar ler muito a respeito destas e outras questões que podem lhe afligir”, recomenda a médica.

Situações anatômicas corpo: “O bico invertido é uma delas. E pode ser corrigido inclusive durante a gravidez”, explica a pediatra.

Bons motivos para insistir

Os benefícios da saúde do bebê são inúmeros, como podem foram explicados aqui, aqui e aqui, mas a mãe também ganha ao amamentar:

Praticamente todo o peso adquirido durante a gestação (quando uma gestação saudável) é perdido com a amamentação. “Além do peso perdido, a normalização dos hormônios que podem melhorar e muito a pele, cabelos e a disposição das mães de primeira ou de muitas viagens”, recomenda Dra. Ana.

Vale lembrar que cada mãe conhece o seu esforço e mesmo quando tentado de tudo, a mamadeira torna-se a única opção, a mãe não deve se culpar e procurar seguir todas as orientações do médico que à acompanha.

Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia ao leite?

É comum as pessoas confundirem alergia ao leite de vaca com intolerância à lactose, pois ambas provocam reações parecidas no organismo. Então hoje o Blog Homeopatia e Saúde da Clínica Similia explica a diferença e agir diante de ambas.

imagesA lactose é o principal carboidrato do leite. Não só do leite de vaca, mas o de outros mamíferos como os de cabra, ovelha, etc. e, inclusive, o leite humano. E a intolerância à lactose é uma reação adversa a esses alimentos. No corpo a intolerância à lactose é a diminuição da absorção da lactose ingerida, isso é, a lactose permanece nas células intestinais, provocando fermentação, gerando gazes e vários ácidos e, consequentemente, incomodo.

Já a alergia é à proteína do leite de vaca, não exclusivamente à lactose, podendo ser à algum outro carboidrato da cadeia proteica do leite, como caseína ou albumina. E no organismo a reação é o aumento de imunoglobulinas liberadas por todo o corpo, a reação é semelhante a quem sofre uma picada de abelha, por exemplo.

A Dra. Ana Lucia Dias Paulo explica que a alergia ao leite é a alergia alimentar mais comum nos primeiros anos de vida. “Apesar de, entre as alergias alimentares, ser a mais comum entre crianças de zero a dois anos, a alergia ao leite pode ocorrer em qualquer faixa etária, pois depende de fenômenos imunológicos do corpo humano”, expõe Dra. Ana Lucia, pediatra homeopata.

A importância do aleitamento materno

Intolerancia-à-lactoseA lactase é a enzima intestinal que transforma a lactose em energia, e o gene responsável por sua produção já é encontrado no corpo do bebê a partir da oitava semana de gestação. Sua atividade máxima ocorre ao nascimento. Por isso, quanto mais cedo a pratica do aleitamento materno, mais pronto estará este organismo para ter contato com o leite. O indicado é que o aleitamento seja feito já nas primeiras horas pós-parto, se possível ainda na sala de parto, seja qual for o tipo escolhido, vaginal ou cirúrgico (cesariana). A Dra. Ana explica o porquê o aleitamento materno deve ser o mais cedo possível:

“Deve-se amamentar o quanto antes, pois se demorado, percebe-se que todo estimulo orgânico e metabólico poderá ser retardado, ficando comprometido o metabolismo digestivo deste bebê”, explica a pediatra.

Quando a criança deixa de mamar, ocorre uma redução expressiva na produção da lactase (a enzima intestinal). Na maioria dos seres humanos isso ocorre por volta dos 24 meses, ou seja, por volta de 2 anos de idade a criança praticamente não produzem mais lactase para promover a transformação da lactose em energia.

Devemos deixar de consumir alimentos lácteos?

downloadComo explicado anteriormente, a lactase deixa de ser produzida em quantidades suficientes no organismo humano por volta dos 2 anos de idade. Mas os seres vivos estão em constante adaptação ao meio, assim como estudou Darwin. Como o consumo de alimentos lácteos e derivados vem se perpetuando há gerações, o organismo humano se ajustou a estas conduções de exigência metabólica e faz a digestão da lactose mesmo com quantidades bem reduzidas da lactase.

Porém, toda esta adaptação metabólica pode gerar muitos transtornos orgânicos, que se perpetuam ou simplesmente persistem inalterados ou ampliados na fase adulta da intolerância a lactose.

“Me parece que mais cedo ou mais tarde o mamífero humano terá que ser desmamado de todo tipo de leite, alguns poderão manter um controlado consumo dos derivados do leite, enquanto outros terão que retirar de suas dietas totalmente o leite e derivados”, completa Dra. Ana Lucia.

intolerancia-lactoseApesar do leite ser uma boa fonte de cálcio, ele não é a única. Podemos encontrar cálcio de fácil absorção nos vegetais verdes escuros, que podem ser consumidos crus ou cozidos, nos cereais, principalmente integrais, e em algumas leguminosas como feijões.

Porém, o grande responsável pela absorção do cálcio seja proveniente de fonte animal ou vegetal, retirando-o dos intestinos e levando-o até o tecido ósseo, são os raios ultravioleta do sol.

“Bastam 10 minutos de sol, preferencialmente pela manhã entre 7 e 9 horas ou a tarde, já com menor força entre 15 e 17 horas, e com alguma parte do corpo exposta, sejam os braços ou as pernas sem vestimenta ou bloqueadores. Isso é necessário para garantir uma boa reserva diárias de cálcio para toda vida. É absolutamente necessário para os bebes, para as crianças e também os adultos em qualquer idade”, diz Dra. Ana.

 

  Intolerância à lactose Alergia à leite
O que é: Diminuição da absorção da lactose ingerida Aumento de imunoglobulinas liberadas por todo o corpo
Reações Fermentação, gerando gazes e vários ácidos e, consequentemente, incomodo Semelhante a quem sofre uma picada de abelha,
O que fazer? Aconselha-se a exclusão completa da lactose da dieta. Aconselha-se a exclusão completa da lactose da dieta.

Lembrando que a homeopatia pode ajudar, pois trata o indivíduo como todo, e não apenas um aspecto, mas que o recomendado é procurar um médico de confiança pra saber como agir.


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Aleitamento Materno

ser mulherSomos seres mamíferos e como tais mamar é um ato natural. Na semana mundial de incentivo ao aleitamento materno o Blog Homeopatia e Saúde volta a esse tema para lembrar quais são os benefícios para os bebês. E ao abordar esse tema na série SER MULHER queremos lembrar também que existem benefícios para as mães que amamentam. Leia o texto e compartilhe. Você pode ajudar alguém.

o-BLACK-TIGER-MOTHER-facebook-1024x682Amamentação é muita mais que um ato fisiológico. Até 6 meses de idade o leite materno contém todos os nutrientes que um bebê precisa. A amamentação prolongada até o primeiro ano de idade promove o fortalecimento do sistema imunológico e o aumento do vínculo entre o bebê e sua mãe.

Segundo a SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria, que reviu a cartilha de indicações para o aleitamento e modificou uma antiga recomendação de controle de mamadas, o ideal é que a mãe dê o peito a seu filho sempre que ele pedir. Chamado de “Livre demanda” esse conceito auxilia as mães que ficam menos angustiadas com os choros “famintos” de seus bebês até que eles estabeleçam uma rotina alimentar. “Ele deve mamar quando e quanto quiser. Dessa maneira, vai aprender a lidar também com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro”, explicou Valdenise Tuma Calil, pediatra presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, ao portal M de Mulher.

A OMS – Organização Mundial de Saúde, recomenda que o leite materno seja oferecido até que a criança complete 2 anos de idade. E que seja o único alimento que o bebê receba até os 6 meses.

Benefícios para o bebê

O bebê nasce com tudo necessário para a digestão do leite materno. Já outros alimentos, mesmo o leite de vaca, não tem no organismo tão frágil do bebê a mesma adequação, portanto o leite materno é de fácil digestão.

Através do leite a mãe passa para o bebê uma série de anticorpos que adquiriu ao longo de sua vida, e doenças como diarreia, resfriado, infecções urinárias e respiratórias, alergias e problemas na arcada dentária são evitados por conta do aleitamento.

k00010Ao mamar um bebê exercita os músculos e ossos da face, promovendo melhor flexibilidade na articulação das estruturas que participam da fala.

Mamar auxilia na respiração, já que mamando o bebê respira pelo nariz, e isso promove um melhor padrão respiratório nasal, e facilita a oxigenação das estruturas faciais.

A amamentação é um vínculo entre mãe e bebê, um momento que a criança recebe segurança, carinho e amor.

O leite materno auxilia no desenvolvimento mental do bebé.

 

Benefícios para quem amamenta

A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa. Como o ato de amamentar fortalece o vínculo com o bebê, as mães sentem-se mais seguras em relação aos filhos.

Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar.

Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente.

A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo

amamentarA amamentação protege do cancro da mama que surge antes da menopausa, portanto ajuda a prevenir câncer de mama.

A amamentação protege do cancro do ovário, portanto ajuda a prevenir câncer de ovário.

A amamentação protege da osteoporose

A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro).
As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem com a hemorragia mensal;

Amamentar é muito prático! Não é necessário esterilizar e preparar mamadeiras.

 

Benefício para a família.

Tem uma vantagem de amamentação que nem sempre é levada em consideração, que é a econômica. Normalmente um bebê que não é amamentado tem que consumir formulas ou leites especiais, então economicamente é vantajoso alimentar.

 

Como se alimentar quando está amamentando

dieta-para-a-mae-que-amamentamPara as mulheres que vivem esse período mágico da chegada de um bebê e do descobrimento de ser mãe, a recomendação de alimentação é a mesma que foi para o período de gravidez. Hábitos saudáveis e uma dieta rica em grãos, cereais integrais, frutas e verduras fazem bem para qualquer pessoa. Nesse período o que vale mesmo é o bom senso. A mulher que está amamentando e tem uma rotina saudável passa isso para o bebê. Mas não se prive de comer uma guloseima de vez em quando, porque isso também faz bem para a alma.

Como em qualquer outra fase da vida, evite gorduras saturas (frituras, manteiga, gordura vegetal) e consuma gorduras saudáveis com moderação, como abacate, azeite, sementes e peixes como salmão.

É comum as mulheres que amamentam sentirem mais fome, afinal a produção do leite é 24 horas por dia, então mantenha o hábito de lanches saudáveis e nutritivos, como vitaminas de iogurte com frutas, pães integrais e proteínas magras, como queijo branco. O ideal é ingestão desses lanches entre as mamadas.

Lembre-se de beber bastante liquido, pois sem ele o leite não é produzido, preferencialmente água.

Na dúvida, procure um nutricionista de confiança.

 

Para reler os demais textos sobre amamentação que o Blog Homeopatia e Saúde produziu:

Amamentar é preciso 

Amamentar muito mais que um ato de amor

 

 

 

Amamentar é preciso

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O melhor alimento para bebês de 0 a 6 meses é sem sombra de dúvidas o leite materno.

Na semana mundial de aleitamento materno, dando continuidade ao texto “Amamentar: mais que um ato de amor”, vamos falar um pouco mais sobre a amamentação e seus benefícios. Também abordaremos as opções de substitutos nos casos raros em que a mãe por algum motivo não pode amamentar. 

 

Para o bebê, leitinho da mamãe

Alguns minutos após o parto, se este foi normal, e algumas horas, se foi cirúrgico, já se observa o aparecimento do colostro, que é bem branquinho, de aparência fina. Ele corresponde a uma parte inicial do leite, materno rico em açúcares e minerais para repor ao recém nascido toda energia despendida no parto.Do terceiro dia em diante, mais ou menos, já se percebe a descida do leite materno,  mais espesso e de cor branco mais leitoso, que se intensifica no passar dos dias.

O aleitamento materno deve ser estimulado e mantido por 6, 8, 12 meses. Até 6 meses é recomendado o aleitamento exclusivo em livre demanda (numa média de uma mamada a cada 3 horas totalizando de 6-8 mamadas por dia, sendo 1 ou 2 durante a noite).

 

E se o leite materno for insuficiente?

ATE-QUANDO-AMAMENTAR-PARTE-1 A verdade é que não existe leite insuficiente. Como explica a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo, pediatra homeopata: “Devemos, primeiramente, ter o entendimento que, como mamíferos que somos, cada mãe produz quantidade e o tipo de leite mais apropriado para o seu filhote, sendo assim, a quantidade de leite materno deve ser ajustada as necessidades do bebê. Com o crescimento dele e o ganho de peso do filho, naturalmente  a produção do leite materno  aumenta na mesma proporção.

Nos casos em que o leite fica insuficiente, devem ser analisadas algumas questões como: alimentação da mãe, a quantidade de água, fatores emocionais, entre outros”

Lembrando que todo líquido que a mãe ingere participa da formação do leite materno sendo a água, sem dúvidas,  o melhor e  mais adequado.

Existem situações específicas em que há real necessidade de complementar a necessidade do bebê, mas estas devem ser muito bem analisadas pelo pediatra. Vale sempre lembrar que o ideal para bebês humanos é o leite humano, se possível, da própria mãe.

Aleitamento misto Quando algum outro leite é oferecido ao bebê além do materno chamamos de aleitamento misto. Conheça algumas possibilidades de complementos lácteos, lembrando que não devem nunca ser oferecidos por conta própria, uma vez que qualquer leite que não seja o  materno, pode ser responsável por situações de intolerância alimentar e consequente surgimento de alergias alimentares.

 

Leite de arroz?

leite-de-arroz3 Quando se trata de aleitamento misto, temos algumas opções além do leite de vaca para esse complemento. É muito comum pediatras alopáticos indicarem aquelas fórmulas lácteas que nada mais são que leite de vaca modificado adaptado à necessidade do bebê, porém existem mais opções, inclusive de leites de origem vegetal, menos agressivos ao delicado sistema digestivo e intestinal do bebê. Veja aqui a descrição básica de cada tipo de leite:

1. Leite de Vaca – com certeza, devemos saber que este leite  deve ser mais apropriado para os bezerros, que são  bebês mamíferos muito maiores que os bebês humanos, portanto, os leites destas 2 mães muito zelosas tem algumas diferenças bastante relevantes. O leite de vaca tem o dobro de proteína que o materno, mas é uma proteína super pesada que lhe confere um aporte maior de calorias, mais que o triplo de cálcio, bem como quantidades de ferro alto,  porém de baixa absorção e principalmente mais que o dobro da quantidade de sal (sódio), e estes minerais juntos em quantidades maiores que o necessário, podem ocasionar ao bebe humano uma série de  consequências:

– anemia por deficiência de absorção do ferro e pelos baixos teores de vitamina E,  e de cobre.

– sobrecarga dos rins ainda imaturos dos bebês, com prejuízo na absorção de cálcio e mineralização dos ossos do lactente, além de comprometer o desenvolvimento da função renal no futuro pela presença de grande quantidade de sódio.

Além de ser deficiente em várias vitaminas, uma vez que o bezerro tem muito menos movimento físico e cerebral que o bebê humano, o que pode determinar um atraso do crescimento e desenvolvimento do lactente.

Todo este desajuste alimentar pode determinar no bebê o aparecimento das cólicas, distúrbios nutricionais e diminuição do apetite futuro desta criança. A intolerância ao leite de vaca pode provocar a presença da constipação intestinal, ou até mesmo diarreia intensa, em bebês pelo  teor e o tipo da gordura presente no leite da vaca.

Cabe comentar que as fórmulas infantis  prontas que existem no mercado para consumo de bebês menores de um ano, são em geral preparadas a partir do leite de vaca modificada, e muitas delas ajustadas as necessidades dos bebês, e a escolha da mais apropriada  deve ser decidida em parceria com o médico pediatra que acompanha a criança, tendo este maiores recursos e conhecimento para auxiliar na escolha da fórmula mais apropriada para a idade e desenvolvimento do lactente.

2. Leite de Cabra – Por ser um leite também de origem animal, apesar da cabra ser um animal de menor porte em relação a vaca,  também este leite pode apresentar uma capacidade  causar anemia e semelhante ao leite da vaca.  Mas, em ambos, a anemia só se manifesta se forem usados como alimento exclusivo por tempo prolongado, pois, este fato deverá ser compensado pela introdução da alimentação por volta do sexto mês do bebê. Quando puro deve ser oferecido ao bebê sempre fervido por 5 minutos e diluído inicialmente a 50%  e depois a 1/3 e finalmente puro conforme a tolerância e necessidades da criança. Atualmente já é possível encontrar este tipo de leite já industrializado no comercio.

3. Leite de Soja – já encontrado industrializado no comércio. A soja apesar de um vegetal tem grande teor de proteínas muito próximo ao leite de origem animal, porém de melhor digestibilidade, sendo assim amplamente indicado para bebês acima dos 2 meses de vida com intolerância aos leites de origem animal, devendo ser ajustado a idade e necessidades do bebê.

4. Leite de Cereais ou Leite de Arroz– Também pode ser uma boa alternativa para bebês com intolerância aos leites de origem animal e insuficiência do leite materno. O uso destes também deve ser analisado e ajustado ao bebê pelo pediatra ou pelo medico assistente. Temos: – leite preparado com grãos de arroz integral tostado (505), farinha de aveia integral, farinha de soja e sementes de gergelim. Este leite poderá ser indicado para bebês após o terceiro mês de vida e já é possível encontrar leite de cereais, ou de arroz  industrializado em comercio especializado.

5. Leite de Amêndoas – A amêndoa é um alimento riquíssimo em gorduras e contém  proteínas de alto valor biológico, e com seu alto teor de ferro pode combater a anemia.

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Amamentar – muito mais que um ato de amor

A amamentação até o primeiro ano de idade promove muito mais que alimentação sadia, fortalecimento do sistema imunológico e a promoção do vínculo entre mãe e filho; saiba mais sobre essa bela experiência materna

O aleitamento materno favorece bem mais que a nutrição e vínculo mãe e filho

Apesar do ato ser um dos mais simples e instintivos da face da terra, amamentar ainda é uma incógnita para muitas mães – para algumas mulheres soa como algo difícil, quase impossível, nem parece que somos mamíferos. Embora amplamente divulgado nos meios de comunicação a importância da amamentação quanto à demanda nutricional e afetiva, a expectativa quanto aos benefícios do aleitamento materno vai além e é responsável direta pela formação dos ossos e músculos da face, por ensinar o bebê a respirar e a realizar as funções de mastigação e deglutição corretamente, além de favorecer a fala.

A formação facial e o aleitamento materno

A face humana é constituída por ossos e músculos, que numa perfeita combinação formam a estética facial bem como o bom desempenho das funções a eles devidas, como sucção, mastigação e, principalmente, a respiração nasal. Como nos explicou a Pediatra Homeopata da Clínica Similia – Dra. Ana Lucia Dias Paulo: “por ocasião do nascimento, os ossos e músculos da face ficam todos flácidos e sem função, para que na hora do parto normal  a cabeça do bebê, que em geral a termo pode ter um perímetro de 30 cm, possa passar sem dificuldade pela dilatação de 10 cm do colo uterino da mãe. Para que isto ocorra com tranquilidade estes ossos e músculos adquirem uma forma levemente ogival”. A doutora compelta: “temos que comentar, que mesmo um parto não pélvico (e sim via cesariana), músculos e ossos se comportam da mesma maneira.”

Após todo esse esforço, os ossos e músculos voltam ao seu lugar dando um aspecto esférico às cabecinhas dos bebês aí, ainda segundo a Dra. Ana Lúcia: “para uma perfeita harmonia, e como sabem a beleza está na harmonia, esses ossos e músculos precisam ser estimulados, e é pelo ato da amamentação, que através do perfeito posicionamento da boca e língua do bebê que irá sugar o leite do peito materno, ao mesmo tempo capaz de executar uma eficiente massagem no palato duro (céu da boca), providenciando a ele uma forma arredondada, que constitui a  estética facial humana.”

Como todo exercício precisa de constância e tempo correto, a amamentação precisa ser continua e por pelo menos 6 a 12 meses para que todo este aparelho (músculos e ossos) consiga desenvolver-se e formar a face arredondada da criança, com arco dental dessa mesma forma, e auxiliando este aparelho a desenvolver suas funções de maneira perfeita. Complementando sua ideia, a Dra. Ana ensina que é a amamentação correta que constrói uma mastigação correta e, por consequência, uma respiração nasal correta, “pois o ser humano deve respirar pelo nariz. E quando todo este processo fica alterado é possível que a criança desenvolva, já nos primeiros meses de vida, um padrão respiratório misto (boca- nariz) que  é evidentemente equivocado que, além de determinar uma estética facial alongada, gera alteração da posição dos lábios e dos dentes, além de servir de base a diversas patologias da infância como as rinites, bronquites, sinusites”. Essas patologia, quando agravadas pela má oxigenação dos tecidos, podem se tornar crônicas ou mesmo evoluirem agudamente para quadros de pneumonia severos ou asma brônquica, conforme ressalta a pediatra.

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A importância da amamentação para a formação facial do bebê. Imagem: Dr. Gerson Kolher – AMS Brasil

É um bicho de sete cabeças?

Amamentar não é impossível, na verdade todos os bebês já sabem mamar ao nascer pois possuem o reflexo de sucção. O ato requer um pouco de paciência e dedicação, mas nada que seja um bicho de 7 cabeças.

Listamos aqui algumas dicas que podem favorecer a amamentação:

1 – Informe-se

Leia sobre o assunto, pergunte a profissionais, tire suas dúvidas. Informar-se é o primeiro passo para você não se desesperar e, principalmente, não desistir;

2 – Keep Calm

Paciência: pare, pense, respire! Lembre-se que seu bebezinho depende de você e, embora tenha nascido sabendo sugar, precisa de você para sugar corretamente – e talvez seus mamilos precisem se adaptar à amamentação. Respeite o tempo de vocês, tudo se ajusta;

3 – Pega

O sucesso em amamentar consiste basicamente na pega correta. A pega correta garante, entre outras coisas, uma amamentação sem dor. A posição do bebê no colo também favorece a pega correta;

Na pega correta:

• O Bebê abre bem a boca

• Abocanha quase toda a aréola

• Mantém boca bem aberta e acoplada ao seio

• Lábios evertidos (boca de peixe)

• Queixo do bebê encosta no seio

• Fica mais aréola visível acima da boca do bebê do que abaixo

• O Bebê suga, respira e engole de forma natural e coordenada

• Sucções lentas e profundas

• Mão em formato de “C”, apoiando a mama

• Língua do bebê em contato com gengiva inferior

• Bochechas do bebê ficam arredondadas

• Bebê fixo no seio, sem escorregar;

4 – Não dê chance à confusão de bicos

Se você não quer correr o risco de um desmame precoce, não ofereça mamadeira, chupetas, não use bicos de silicone. Seu peito basta;

5 – Acredite!

As técnicas não valem de nada sem sua crença: você é completa, plena e absolutamente capaz de amamentar seu bebê.