Monthly Archives: maio 2015

Glaucoma – Perigo Silencioso

O glaucoma é um mal que, silenciosamente, atinge a mais de um milhão de pessoas no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse mal é a segunda causa de cegueira no mundo. Por isso, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) instituiu o dia 26 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Glaucoma”. E o Blog Similia Homeopatia e Saúde vai ajudar nessa campanha. A informação e a prevenção são os maiores remédios para esse mal. Passe adiante.

Glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva, isso é, a deterioração das fibras do nervo óptico. Segundo o oftalmologista Lech M. Szymanski o glaucoma é um grupo de condições patológicas muitas vezes assintomáticos.

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“O Glaucoma pode ser de tipos diferentes. O primário de ângulo aberto, costuma ser assintomático até os estágios mais tardios, quando começa haver perda gradual de visão periférica e, em estados mais avançados, visão tubular. Já o Glaucoma de ângulo fechado tem sintomas bem mais definidos: dor, turvação ou borramento da visão, percepção de halos coloridos ao redor das luzes, vermelhidão ocular, náuseas e vômitos”, explica.

Mas o que leva uma pessoa a desenvolver glaucoma?

Como informa o Dr. Szymanski, as causas podem ser conhecidas ou não. “Entre as causas conhecidas mais comuns estão trauma ocular, excesso de medicação, algumas condições patológicas oculares, inflamação, tumor, catarata em estágio avançado e diabetes. Mas existem casos em que não conseguimos identificar a causa”, explica o oftalmologista.

Mas o médico também informa que há elementos de risco que podem facilitar o surgimento do Glaucoma. “Entre diversos fatores de risco, destaco a pressão intraocular elevada, principalmente para paciente acima dos 40 anos. Alguns fatores genéticos, como descendência afro-americana e histórico familiar também podem favorecer o surgimento do glaucoma. Além, é claro, das condições de saúde gerais do indivíduo. Pessoas com diabetes, doenças cardíacas, hipertensão arterial e hipotireoidismo tem mais propensão a desenvolver Glaucoma. Destaco também o uso prolongado de remédios como corticosteroides”, esclarece o médico.

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O Glaucoma tem tratamento?

Lembramos que o importante é sempre procurar um profissional de confiança quando houver suspeita. Esse médico vai diagnosticar o tipo correto do glaucoma e indicar o melhor tratamento. “Após o diagnóstico, o tratamento visará primariamente a diminuição da pressão intraocular, que é o maior fator de risco para levar a cegueira. O tratamento poderá ser medicamentoso e muitas vezes a cirurgia é necessária” explica Dr. Szymanski .

A Homeopatia no auxílio do Glaucoma

Como já é de conhecimento dos leitores do blog e dos pacientes que se tratam com homeopatia, essa ciência não lida com a doença e, sim, com o indivíduo. Porém, segundo o oftalmologista, a homeopatia pode ser de imensa ajuda no tratamento do glaucoma.

tratamento-depressao-homeopatia“O glaucoma é uma doença séria e não recomendo a substituição dos medicamentos tradicionais (alopáticos) pelas medicamentos homeopáticos. Porém, acredito que a homeopatia pode ser determinante em eventual redução dos medicamentos. Outro ponto que posso destacar é que o paciente que procura a homeopatia está, em minha experiência, mais compromissado e mais cuidadoso com a adesão ao tratamento,” avalia o especialista.

Durante o tratamento, a homeopatia pode ser determinante para o sucesso do procedimento. “Nos casos de dor intensa com severo mal estar, em casos de efeitos indesejados dos medicamentos convencionais, a homeopatia poderá ser de muita ajuda. Também destaco o papel psicológico do tratamento homeopático principalmente em pacientes com com deterioração visual intensa, melhorando sua segurança para continuar a desenvolver suas atividades diárias”, defende o oftalmologista.

O glaucoma é sério e pode levar a perda irreversível da visão. Por isso é fundamental sua prevenção levando em conta todos os fatores de risco e o exame adequado pelo profissional que deverá, a qualquer suspeita, realizar os testes oftalmológicos específicos e adequados. Procure sempre um médico de sua confiança.

Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais

Dia 19 de maio é o dia mundial de combate e prevenção da Hepatite. Por isso, essa semana, o Blog Homeopatia e Saúde resolveu fazer um guia sobre esse mal que ainda atinge milhares de pessoas e, muitas vezes, é difícil de detectar. Leia na integra e compartilhe com os amigos, as informações podem ser úteis e salvar.

download (1)Hepatite é o nome que se dá para qualquer degeneração no fígado e pode ser de várias formas, sendo que as mais frequentes são as infecções por vírus (tipo A, B e C) e por abuso de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). No organismo os vírus e a cirrose agem de forma diferente: os vírus paralisam as células para se reproduzirem, já o álcool em excesso é transformado em ácidos que são nocivos às células hepáticas, levando à hepatite.

2a325687fb30ea60cc11a9de2df5b207Tipo A: transmitida através da água e alimentos contaminados ou através de outra pessoa portadora do vírus, a hepatite A pode ficar incubada entre 10 e 50 dias e normalmente é silenciosa, sem sintomas aparentes, porém quando aparecem os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina escura e fezes esbranquiçadas. A confirmação do vírus é através de exame de sangue e não há um tratamento específico para esse vírus.

tira-duvidas-hepatite-cTipo B e Tipo C: Os vírus tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por sangue (transfusão, material cirúrgico contaminado e não esterilizado, etc.). Entre as formas de contato também entram instrumentos de dentista, alicate de unha, sessões de depilação ou tatuagem, etc., além do contato sexual, reforçando a necessidade do uso de preservativo. Muitas vezes os vírus são silenciosos no organismo e quando aparecem são similares ao do vírus tipo A, mas ao contrário do primeiro tipo, esse precisa de tratamento para não evoluir para um quadro crônico ou cirrose.

Como a Hepatite afeta o fígado, o tratamento passa principalmente pela alimentação. Com dieta de baixa ingestão de gorduras e restrição total ao álcool, por um período mínimo de 6 meses ou mais. Como quem porta o vírus da Hepatite tem dificuldade de se alimentar, é comum ter mais facilidade de ingerir carboidratos, mas não há indicação desse tipo de alimento. Em geral, deixa-se livre para que o portador coma o que tiver vontade, excluindo os itens citados.

Prevenção

A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene.

A prevenção da hepatite B inclui o controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica; o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde; o não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, o uso de preservativos nas relações sexuais.

Para a hepatite C, a mais perigosa de todas, a prevenção além das mesmas que a B, existem triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado; triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, pulmão e rim; triagem de doadores de córnea ou pele; cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado, como determinados medicamentos.

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Dica Alimentação: Carboidrato à noite engorda?

Vivemos em uma época cheia de regras e neuras, principalmente em relação à alimentação. Muitas vezes, essas regras são contraditórias e ficamos perdidos, sem saber a quem ouvir. Uma das dúvidas mais comuns sobre alimentação está relacionada à ingestão de carboidratos. O Blog Similia Homeopatia e Saúde apresenta um texto de reflexão sobre sua alimentação e sobre a ingestão de carboidrato.

Diante de tantas manchetes (muitas vezes contraditórias) sobre o que podemos e o que não podemos comer, ficamos muitas vezes perdidos. Para a nutricionista Desire Coelho vivemos em uma era de terrorismo nutricional. “Hoje, comer macarrão, batata ou pão é praticamente pecado… Comer isso após as 18 horas, então, é um crime!” diz. Ela explica que essas regrinhas de alimentação só geram insegurança, frustração e muitas vezes, quilos extras.

carboidratos-2A retirada de nutriente no período da noite pode funcionar desde que a pessoa não compense caloricamente em outros períodos da alimentação. Por exemplo: se você tinha o hábito de jantar arroz, salada e carne, e deixa de incluir o arroz no seu jantar está ingerindo menos calorias; portanto, a chance de emagrecer aumenta.

A Nutricionista Funcional e Esportiva Giórgia Suhelen Pfeifer alerta que uma dieta não deve ser composta de apenas uma atitude: “Dieta significa manter uma alimentação equilibrada em calorias, nutrientes e nos horários corretos. Não existe fórmula mágica, a única receita que funciona é colocar seu corpo em movimento. Junte a isso uma boa alimentação e vá adicionando, generosamente, doses de paciência, determinação e foco em seus objetivos”, afirma a especialista.

Antes de decidir parar de comer carboidrato a noite é necessário analisar se você costuma “treinar”, ou praticar atividade física no período noturno (antes do jantar). “O consumo de carboidratos após a prática de exercício físico é importante. Por isso, não precisa ficar se privando, seja durante o dia ou à noite. Até mesmo porque restrição gera compulsão e, quanto mais você tenta evitar algo, mais obcecado por aquilo tende a ficar”, pondera Desire. Para ela, “a melhor solução [para a perda de peso] é consumir os alimentos de modo equilibrado, mantendo uma alimentação simples e o mais natural possível na maior parte do tempo. Isso sim irá lhe trazer ótimos resultados”.

importancia-dos-carboidratosA nutricionista Marcela Frias explica que existem dois tipos de carboidrato: os simples, encontrado nas farinhas brancas e no açúcar refinado. Quando ingeridos, entram no organismo e rapidamente são quebrados em moléculas de glicose. “Se você não gasta essa energia, não se exercita, esse acúmulo levará a um aumento dos estoques de gordura, ou seja, aqueles pneuzinhos que tanto incomodam. Isso, independentemente do horário”, conta a nutricionista. No caso de se alimentar deste tipo de carboidrato à noite, o que ocorre é que ele, provavelmente, não irá desempenhar muitas funções naquele horário. O que significa que o corpo irá estocar aquela energia.

Já o outro tipo de carboidrato, o complexo, não passa por processo de refino e, portanto, tem as fibras  preservadas. “Dessa forma, ao ser consumido, seu processo digestivo é mais lento e a liberação de insulina não é tão requisitada, não tendo, também, a necessidade de estoque no organismo”, complementa Marcela. lista carboidratosO carboidrato complexo pode ser encontrado em uma série de vegetais como espinafre, nabo, alface, em algumas frutas como maçãs, pêras, ameixas, e em cereais como trigo, cevada, arroz integral, etc. [Abaixo colocamos a lista na íntegra para você.]

Por outro lado, ressalta a nutricionista Camilla Coelho, do Rio de Janeiro, ingerindo quantidades de carboidratos pela manhã, você terá mais chances de utilizar a glicose do café da manhã, por completo ou parcialmente, logo após a alimentação. Assim, é justificado o receio que muitas pessoas têm em consumir esse nutriente à noite.

O segredo é balancear, saber consumir a quantidade certa, a fim de evitar excessos, além de fazer as opções mais saudáveis como, por exemplo, arroz ou massas integrais, quinoa, aveia, batata doce ou baroa, entre outras.

Lista de Carboidratos Complexos

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Na Hora do Parto – Parte 1

O Brasil é recordista mundial de parto cesariana. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 55% dos partos no Brasil ocorrem por meio de cesarianas desnecessárias. A série Ser Mulher do Blog Homeopatia e Saúde tenta entender os motivos desse número e alertar sobre como escolher a melhor forma de trazer ao mundo seu filho.

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 “Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores” (Gên.3:16),

 

 

Seja pelo conceito popular de associar o parto normal à dor da mãe, pela ideia equivocada de que o parto cesariano é muito mais rápido ou pela influência do médico que tem vantagens no procedimento cirúrgico, o parto cesariano é hoje o mais comum no Brasil.

Para os médicos, a preferência da cirurgia pode ser explicada por vários motivos: comodidade de agenda, pois eles podem “marcar” e atender diversos procedimentos (como exames, outros partos, consultas, etc.); vantagens econômicas, pois o reembolso do parto cirúrgico ainda é maior que o natural tanto pelos convênios quanto pela rede pública para todos os componentes da equipe médica, uma vez que o a cesariana exige uma equipe de pessoas maior que o parto natural; dispensa de plantões para “esperar” a hora da criança nascer; etc..

Por outro lado, com o avanço da medicina e o aperfeiçoamento das técnicas anestésicas, as cirurgias foram ganhando qualidade e o parto abdominal foi uma das técnicas que mais se aperfeiçoou. As primeiras cesáreas eram feitas com anestesia geral e corte da região umbilical. O fechamento da pele era com pontos de fio de algodão ou agrafes (aço), que também eram bastante dolorosos. “Hoje, as cesáreas são minimamente invasivas. É apenas um pequeno corte na região inferior do abdome com a paciente acordada, sendo acompanhada pelo seu parceiro o tempo todo. A cirurgia somente afasta os tecidos e retira o bebe por um canal que se assemelha ao canal do parto. A mãe, livre da dor, acaricia seu bebe nos primeiros momentos de sua vida, amamenta na sala de parto e, algumas horas depois, está tomando banho e passeando pelo hospital. O fechamento da pele é feito com cola cirúrgica, que fica praticamente invisível após alguns dias”, explica Dr. Eliezer Berenstein, ginecologista e feminólogo.

 

 

 

 

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A ciência traiu os dogmas religiosos e ofereceu a mulher o parir sem dor

Muito falado, mas pouco praticado por aqui, o parto natural sem dor já é uma realidade muito praticada em outros países. É uma opção para as mamães que querem trazer seus filhos de forma natural, mas não querem sentir dor. Segundo o site “Mãe me Quer” o parto sem dor utiliza um medicamento chamado “Epidural”. Esse medicamento não é uma anestesia, está em uma categoria antes, uma “analgesia”. Essa técnica permite o alívio da dor em todas as fases do parto, sem que isso implique na sensibilidade física e nem com a consciência da mãe durante o procedimento.

“Numa anestesia geral, o anestésico é injetado na circulação sanguínea. Atravessa a placenta e atinge o bebé. Na analgesia epidural isso não acontece. O anestésico local atravessa a barreira da placenta numa quantidade desprezível, não comprometendo o bem-estar do bebé. As fibras nervosas que transmitem os estímulos dolorosos da região inferior do organismo, são bloqueadas diretamente, não sendo necessário administrar medicamentos através da circulação sanguínea.” – Informações do site “Mãe me Quer”.

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Qual a melhor opção?

Cada mãe é única e, mesmo para mulheres que já são mães, cada gestação é única também.  Existem vários fatores a serem observados para a escolha do melhor procedimento. Segundo a Dra. Ana Lucia Dias Paulo, durante todo o pré-natal o obstetra observa para fazer o prognóstico indicando a melhor opção de parto. “O pré-natal deve ser iniciado assim que confirmada a gravidez. O médico que acompanha a gestante será capaz de fazer um prognóstico da possibilidade materna e fetal para o parto natural”, diz. Ela afirma que apenas 15¨% dos partos têm indicação médica de necessidade de cesariana e “essas indicações variam de causas maternas, como patologias pregressas ou desenvolvidas durante a gestação, situações anatômicas – relativas ao útero ou a vagina -, etc. ou situações relativas a criança, como má formação, posição incorreta no útero ou posição placentária, etc.”, exemplifica Dra. Ana.

O Dr. Eliezer Berenstein acrescenta à lista alguns motivos que levam os obstetras a indicarem a cesariana. “Os fatores maternos mais comuns que levam a indicação da cesárea são síndromes hipertensivas, cardiopatias, anemias, diabetes, doenças autoimunes, trombofilias e desnutrição. Entre os fatores observados na criança estão o peso e idade gestacional, além da posição” explica Dr. Eliezer. Ele completa: “apesar do assunto ser controverso, bebês de extrema maturidade e bebês que passam da data do parto são salvos pela cesárea”.

O parto natural é – ou deveria ser – a primeira opção das gestantes. A melhor opção, quando a saúde da mãe e do bebê permite. Pensando no parto natural sob o efeito da analgesia epidural – Parto Natural sem dor – além dos fatores já apresentados pela Dra. Ana Lucia e pelo Dr. Berenstein, acrescenta-se à lista de contra-indicações gestantes que apresentam problemas com coagulação sanguínea, doenças no sistema nervoso central ou quem utiliza medicamentos com efeitos sobre o sistema de coagulação sanguínea.

A escolha do procedimento não é de responsabilidade apenas da mãe e nem apenas do médico. Ela deve ser feita em conjunto, respeitando todos os indicadores de saúde da mãe e do bebê. E pode ser mudada até na hora do parto. É importe, nesse processo, que a mãe escolha um médico de confiança que irá lhe assistir durante esse momento tão especial.

No próximo texto da série Ser Mulher, o Blog Homeopatia e Saúde trará a segunda parte dessa matéria. Vamos entender o que é parto humanizado, como a figura da parteira tem voltado a tona, mesmo nas grandes cidades e como a homeopatia pode auxiliar nesse processo.


Dr. Eliezer Berenstein – Ginecologista e feminólogo, dedica-se à saúde integral – física, psíquica, emocional, espiritual, existencial – da mulher e ao desenvolvimento de uma nova abordagem clínica – baseada em grande medida numa atuação criativa por parte dos médicos e numa participação ativa da paciente durante o seu processo de cura.

Dra Ana Lucia Dias Paulo – Pediatra e Homeopata, que exercita a medicina em clínica médica e pediátrica desde 1984. Curso de Especialização em Acupuntura pelo Center AO, em convênio com a UNIFESP. Professora convidada de diversas associações e instituições de ensino da Homeopatia, bem como, conferencista em inúmeros eventos relacionados (congressos, cursos etc.).