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4 de Fevereiro – Dia Mundial de Combate ao Câncer

 

Estima-se para este ano  576.580 novos casos de câncer no Brasil; a informação é a melhor arma para a prevenção e detecção precoce

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Câncer é um nome genérico para um grupo de mais de 200 doenças. Ele surge do crescimento desordenado das células, muitas vezes em forma de tumor, tendo como consequência a invasão de órgãos e tecidos.

Qualquer pessoa pode desenvolver um câncer ao longo da vida, mas existem algumas pessoas com maior predisposição à doença. As causas são variadas, mas sabe-se que estão relacionadas a fatores internos e externos, tais como:

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Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estão previstos para este ano o diagnóstico de 576.580 novos casos; porém a prevenção, a detecção precoce e tratamentos adequados aumentam as chances de cura.

 

Sintomas e sinais

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Como existem vários tipos de câncer, não há sintomas definidos para a doença. O ideal seria que as pessoas fizessem exames preventivos e check-ups com frequência.

Como a maioria dos sintomas é comum às doenças mais simples eles podem passar despercebidos. Porém alguns sintomas ou sinais podem indicar que algo não está bem e, quando persistentes, devem ser investigados pelo médico. Abaixo listamos alguns dos sintomas que não devem ser ignorados, caso tornem-se persistentes:

– Palidez (anemia).

– Manchas vermelhas ou escuras (hematomas)na pele, que não estejam ligadas a traumas.

– Febre diária, persistente e sem agente infeccioso aparente.

– Perda de peso.

– Sudorese noturna.

– Dor óssea ou nas juntas persistente sem histórico de trauma local.

– Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas).

– Massa abdominal ou em tecidos moles.

– Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos não associados à alimentação.

A Homeopatia como aliada no tratamento contra o câncer

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Os tratamentos mais comuns contra o câncer utilizados pela medicina alopática consistem em cirurgias para retirada de tumores, quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea (nos casos de leucemia); todos estes procedimentos muito invasivos e com uma série de efeitos colaterais desagradáveis.

Sabemos que o tratamento homeopático busca a cura pelos semelhantes, portanto, a homeopatia não tratará o câncer do paciente e sim o paciente com câncer

A Homeopatia pode e deve ser utilizada como tratamento contra os diversos tipos de câncer e proporciona ao paciente melhoras significativas no quadro geral, bem como melhora na qualidade de vida e bem estar, enquanto ele está em tratamento. Dentre as principais vantagens do tratamento homeopático, podemos citar:

– Diminui a ação dos efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia;

– Melhora a função dos órgãos e vísceras, facilitando a desintoxicação e a eliminação de detritos;

– Diminui edemas, facilitando o funcionamento dos vasos sanguíneos e do sistema linfático;

– Fortalece o sistema imunológico, diminui infecções e inflamações difíceis de serem controladas;

– Melhora o apetite, a absorção e o aproveitamento do alimento;

– Diminui ou estaciona o crescimento de nódulos tumores ou gânglios;

– Diminui a dor aguda e crônica;

– Melhora a qualidade de vida;

– Ajuda no equilíbrio emocional e mental;

– Ajuda no pré e pós-operatório dos pacientes, favorecendo sua recuperação;

– O medicamento é muito mais barato, sem efeito colateral e sem contra indicação;

– Pode ser administrado com outros remédios sem interação medicamentosa.

 

Detecção Precoce e Prevenção

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O câncer é uma doença silenciosa e pode demorar vários anos até que seja identificado no corpo de um paciente. Há algum tempo atrás, quando um paciente
recebia um diagnóstico de câncer, era quase como receber uma sentença de morte, mas esse quadro mudou muito hoje em dia, já que contamos com exames e tratamentos muito mais desenvolvidos.

Portanto, exames preventivos como o papanicolau e a mamografia para mulheres e de toque de próstata nos homens, além da adoção da prática do auto-exame (mamas, boca, tireoide) são importantes para detecção precvoce-sabe-fazer-o-exame-preventivo-de-cancer-de-mamaoce de alguma alteração física ou funcional do corpo.Manter bons hábitos alimentares, a prática de exercícios físicos, bem como manter-se longe do álcool e do tabaco são de longe, conselhos fundamentais válidos não só para a prevenção do câncer como de muitas outras doenças.

 A prevenção é sua melhor arma!

Os “teen” e a homeopatia

O hebiatra é um médico especializado no trato de adolescentes; saiba como eles trabalham e como usam a homeopatia nessa fase delicada da vida

Dúvidas, mudanças, inseguranças: a adolescência é uma fase que requer cuidados específicos

Dúvidas, mudanças, inseguranças: a adolescência é uma fase que requer cuidados específicos

A cada dia, uma nova mudança. Essa é uma das impressões que se tem durante a adolescência. Pernas e braços crescem; o formato do corpo sofre alterações; a voz, os cabelos, os pelos… São muitas as mudanças observadas no período entre os 10 e os 18 anos. E elas não são apenas físicas: os hormônios vivem uma verdadeira revolução. Para tratar essa fase delicada a vida, existe um profissional específico: o hebiatra.

Segundo doutora Filomena Leme de Resende, é o pediatra quem tem formação para avaliar o crescimento e desenvolvimento também desta faixa etária e entender o que se passa do ponto de vista emocional e hormonal, sendo a medicina do adolescente uma especialidade complementar da pediatria. “O pediatra deve conhecer/compreender o que chamamos de ‘síndrome da adolescência normal’ para não acabar interpretando como doença ou como sintomas de alteração mental/comportamental aquilo que simplesmente é uma fase de transição, com uma verdadeira ebulição de transformações físicas, emocionais e reivindicatórias”, avalia a especialista.

Coisa de adolescente

Quando acompanhados de perto, os adolescentes sentem minimizados os sintomas dessa nova fase

Quando acompanhados de perto, os adolescentes sentem minimizados os sintomas dessa nova fase

Alterações e distúrbios no crescimento e desenvolvimento; puberdade precoce o tardia; irregularidades menstruais; dismenorreia; DST´s e até gravidez são situações que podem ser acompanhadas pelo hebiatra. Além disso, doutroa Filomena enumera os problemas respiratórios, dermatológicos, visuais, ortopédicos e enxaquecas, entre os muitos males que podem acometer os adolescentes.  “Mas o que ganha maior ênfase mesmo são os transtornos emocionais: ansiedade, depressão, dificuldades no aprendizado, distúrbios de comportamento e/ou conduta. A maioria das manifestações psicóticas afloram nesta idade, trazendo muitas vezes uma total desestrutura à família e aos  relacionamentos”, esclarece.

A doutora faz um alerta: o despreparo dos pais muitas vezes acaba complicando aquilo que poderia ser uma transição suave e sem sofrimentos. “As famílias atualmente terceirizam aquilo que seria essencial: a presença, a conversa, o compartilhar, o acompanhar, o saber o que estão fazendo e com quem! A apelação da mídia que percebeu também no adolescente um consumidor em potencial e o envolve neste clima de insatisfação se não possuir os bens materiais e não o incentiva à conquista”, avalia.

Ela ainda aponta a intensa exposição aos eletroeletrônicos (muitas vezes sem um tempo limitado e sem maturidade e discernimento para estar acessando tantos dados ou sites), a entrega explícita às redes sociais, também sem um filtro ou limite e a cyber dependência como sinais do despreparo dos pais em relação à criação dos filhos adolescente.

“Acrescento aqui que o adolescente vem do “ser criança” e passa pelas transformações esperadas e ainda terá que decidir o que ‘será como adulto’. O vestibular, ENEN e etc. são também grandes transtornos (verdadeiras noxas) nesta faixa etária”, pondera ela.

Filomena reitera que o abuso de álcool e drogas ilícitas, além da ingestão de anabolizantes, são outros hábitos que comprometem a saúde e o desenvolvimento dos adolescentes, e que podem ser tratados mais amiúde por um hebiatra. “A homeopatia está indicada também nesta fase da vida, como em qualquer outra fase, com uma boa ação e aceitação”, resume.

A felicidade é possível sim nesse período da vida

A felicidade é possível sim nesse período da vida

Tratamento homeopático

Em relação ao tratamento homeopático, como em qualquer outro caso, o importante é individualizar o adolescente e assim chegar ao melhor medicamento indicado no seu caso. “Muitas vezes, a simples instabilidade de humor – que é comum nesta fase –  quando bem individualizada, passará de uma forma mais amena com uso da homeopatia”, afirma Filomena, que também é homeopata.

Ela revela o resultado de um estudo que fez com cerca de 500 pacientes na faixa dos 10 aos 18 anos, usuários de homeopatia. “Tive a grata satisfação de verificar que a maior parte deles foi beneficiada com o uso da medicação homeopática. Houve significativa adesão ao tratamento com melhora das queixas  que trouxe a família e/ou o adolescente a procurar o serviço de saúde. Portanto, vamos continuar prescrevendo homeopatia também aos adolescentes!”, comemora.

Depressão X Dependência Química

Nos últimos anos, tivemos algumas mortes de famosos relacionadas à dependência química e à depressão. No Brasil, em 2013, o cantor da banda Charlie Brown Jr., Chorão, morreu de overdose e seu colega de banda, Champignon se suicidou alguns meses depois. Já nos Estados Unidos, em 2014, os mundialmente conhecidos atores Philip Seymour Hoffman e Robin Williams também tiveram suas mortes associadas à dependência química e depressão.

O Blog Similia Homeopatia e Saúde volta a esse assunto para tentar explicar a associação entre essas duas doenças: dependência química e depressão. E, principalmente, mostrar a luz no fim do túnel para quem ama alguém que precisa de tratamento.

Homeopatia e Saúde - Similia

Saber o que vem primeiro, se a dependência química ou a depressão, remete à um reclame de biscoito antigo: “vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”.

As drogas podem ser o meio de “não lidar” com a depressão, de aplacar a dor e encontrar o bem-estar. Porém, como esse bem-estar vem de fora, passa com o fim do efeito da droga; e a dor, a depressão voltam. Então, o usuário precisa de mais droga, tornando-se dependente dessa substância.

Já quando a pessoa não sofre de depressão e, mesmo assim, começa a usar algum tipo de entorpecente, passa por um momento de lua-de-mel. Depois vem a negação dos prejuízos, até que o indivíduo, não tendo mais como negá-los, os enxerga. Neste momento, surgem a culpa e o remorso que evoluem com depressão.

Para Dra. Daniela Benzecry, médica homeopata e especialista em tratamento de dependentes químicos, um discurso comum apresentado entre adictos em recuperação é que eles têm medo de viver. “Há um medo negado, isto é, inconsciente, de viver. Este seria o fator comum, se não para experimentar as drogas, para permanecer usando-as.” Dra. Daniela também explica que alguns autores de renome que escreveram sobre esse tema mencionam o desejo de permanecer sentindo-se bem na base da adicção. “Cito o autor analista Luigi Zoja, ‘tornam-se dependentes homens que não sabem aceitar a vida, na qual não se pode evitar as dores’. E, parafraseando André Malraux, ‘voltam-se para as drogas homens que não podem aceitar a condição humana’”.

O tratamento 

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A dependência química e a depressão, assim como qualquer outra doença crônica pode ser tratada com homeopatia. Porém deve-se observar que o uso de medicamentos homeopáticos aumenta o contato consigo mesmo, ou seja, leva a conscientização da situação. E como usar a droga é a fuga da realidade, mais do que indicada, a terapia é essencial para o tratamento de um adicto. “Os medicamentos podem ajudar, podem causar náuseas e aversão à droga, mas não interferem no livre arbítrio, ou seja, não fazem querer parar. Um medicamento homeopático pode, por exemplo, causar náusea e aversão ao cigarro, porém, se o indivíduo não estiver realmente querendo parar de fumar, ele desiste do tratamento para optar pelo cigarro. Há terapias para ajudá-lo a querer parar. Existem vários tipos de terapias, cada qual com a sua indicação”, como explica Dra. Daniela.

A homeopatia além de tratar da pessoa da dependência, pode ser um bom recurso para tratar os sintomas da abstinência, da fissura (tanto prevenindo-a, quanto aplacando-a), dos efeitos orgânicos do uso crônico das drogas e dos efeitos mentais.

Outro ponto importante destacado pela Dra. Daniela, é que o adicto usa as drogas para “resolver” o que está sentindo e ficar bem e termina por alienar-se de si mesmo. Isso é exatamente o oposto do que faz o tratamento, principalmente o homeopático, daí deve-se ter cautela na prescrição do medicamento e o tratamento adjunto com a alopatia pode ser um auxiliar, em alguns casos, para a passagem para a vida sem drogas, enquanto a pessoa se fortalece para viver.

A médica conta relatos de pacientes que ilustram essa equação: “Não tomei o medicamento prescrito, embora o tivesse, pois ele me dá vida, fico bem, mas temo ficar bem e ter de assumir a minha própria vida e perder os mimos dos irmãos”; “Não quero viver entorpecido, quero viver, mas viver dá medo. Não sei viver bem, nunca vivi bem”; “O medicamento me faz sentir bem, mas como estar bem é sensação que nunca experimentei, é nova, me dá medo. Na primeira vez, passei mal por estar bem, não sabia o que era, seria a morte, o nirvana? Senti o coração normal, mais lento, sem pressão na nuca, respirando, me assustou, deu medo de morrer, aí passei mal por estar bem. Realmente, tenho de experimentar o bem estar devagarzinho”; essas são algumas das frases ditas em consulta homeopática à Dra. Daniela.

Internar ou não internar?

A internação não é o tratamento em si, pois como toda doença crônica o tratamento é longo, se não, para a vida toda. Mas alguns casos são tidos como importantes para início do tratamento. São casos indicados para internações principalmente os citados abaixo:

– Quando se põe a vida (sua ou de outros) em risco.

– Quando não consegue ficar abstinente no tratamento ambulatorial, ajudando a aderir a ele.

– Dependência química grave (grande compulsão com uso constante e pesado).

– Considerável nível de desorganização social do indivíduo e a necessidade de aprender habilidades sociais mínimas

– Casos de desestabilidade psiquiátrica (até estabilizar)

Quanto ao tempo de internação, alguns estudiosos tendem a defender a de curto prazo por acreditarem que as mudanças se consolidam no próprio ambiente da pessoa. Outros defendem a longo prazo, acreditando que a pessoa só deve sair após começar a trabalhar os seus conflitos internos e iniciar a transformação íntima, a mudança no seu modo de ver a vida com renovação dos valores”, explica a especialista.

A internação voluntária é sempre preferível, mas se for necessária a internação compulsória – defendida pelos que acham que o adicto não tem como decidir por si só – acredita-se que se bem conduzida, tem o mesmo resultado da voluntária.

A Família e a Sociedade no Tratamento de um adicto

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O tratamento de um adicto é o tratamento de todo seio familiar e social que ele se inclui. Muitas vezes a causa que leva a fuga tem origem familiar ou social; por isso é muito importante que a família tenha consciência que pode estar funcionando como facilitadora para a adicção, principalmente assumindo responsabilidades que seriam do dependente químico e, assim, reduzindo suas perdas, que são importantes para ele querer parar de usar drogas.

Outro processo comum durante o tratamento – e que, muitas vezes, tem uma interferência negativa da família no processo – é quando, percebendo sua situação de volta ao mundo, a família do paciente em tratamento expõe ressentimentos de situações causadas pelo adicto ou manifestam a ausência de confiança nele. Além disso, com o membro familiar que sempre deu problema, em tratamento, ele deixa de ser o bode expiatório para todos os males do núcleo familiar. “A família pode estar contribuindo para a perpetuação dele como adicto. Incluir a família ajuda a ela vir a contribuir e apoiar ao adicto na sua recuperação, a qual costuma ser melhor quando a família participa e apoia. De qualquer forma, a família merece um tratamento independente de seu adicto querer ou não se tratar, pois ela também está adoecida e sofre. E porque, se não for tratada, seus membros tendem a formar novos lares em que a adicção estará presente.“, finaliza a Dra. Daniela.